| 04/Ago/2009 | ||
| PT vive nova fase em Barueri, diz João Paulo durante plenária do vereador Agnério |
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Repleta de lideranças do Partido dos Trabalhadores e com um forte tom de crítica ao “desgoverno” do prefeito Rubens Furlan em Barueri. Assim foi a “1ª Plenária de Prestação de Contas” do vereador Agnério (PT) no domingo, 02 de agosto, no salão da padaria Flor do Belval, em Barueri. Mais de 200 pessoas estiveram presentes, entre elas o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), que questionou doações feitas por Furlan. “Fiquei sabendo que o Furlan doou viaturas para Embu-Guaçu, Vargem Grande e Cotia. O povo de lá precisa de viaturas? Claro que precisa! Mas não há mais nada para fazer em Barueri? Por que dar viaturas? Por que será que depois de dar viaturas a filha do Furlan vai nas cidades conversar? O povo de Barueri quer ver o dinheiro aplicado aqui em Barueri.” O deputado colocou em números a realidade de Barueri, mostrando como o município é mal administrado. “É fundamental mostrarmos ao povo de Barueri o engano que é o tipo de administração imposta pelo Furlan. Barueri tem um orçamento de mais de R$ 1 bilhão e 200 milhões pra menos de 250 mil habitantes. Em Carapicuíba, o orçamento é de R$ 180 milhões, quase 1/6 de Barueri, com o dobro da população. Governar aqui, do jeito que o Furlan governa, é fácil. E o que ele faz são apenas superficialidades. Basta olhar a situação precária da educação no município, as muitas favelas escondidas na periferia e a falta de políticas sociais como o Bilhete Único em todas as linhas da cidade, entre outros pontos.” Ao detalhar o perfil de Furlan, o parlamentar fez uma comparação. “Certamente, se uma senhora estiver andando em uma calçada e cair, o Agnério pára e ajuda, mas o Furlan passa direto. Esta é a esperança. Diferença de valores, diferença de crenças. Nós vamos demonstrar isso devagar aqui na cidade.” João Paulo terminou sua crítica ao prefeito da cidade lembrando de uma promessa não cumprida. “Em 2008, o Furlan falou que iria acabar com a raça do PT aqui na região, que iria ganhar tudo. E aconteceu exatamente o contrário. Hoje, ele está praticamente ilhado, está cercado por cidades administradas pelo PT. O povo da nossa região está descobrindo o caminho da justiça, da solidariedade, da fraternidade.” Ao falar sobre Agnério, o deputado foi otimista. “Estou convencido que aqui em Barueri nós estamos inaugurando uma nova fase na política. Com a eleição do Agnério ganhamos uma trincheira importante na Câmara. Por meio do seu mandato, o PT passa a ter um diálogo mais ampliado com a cidade. Isso porque o próprio Agnério é capaz de fazer isso, está preparado para fazer isso e também porque o PT em Barueri tem audiência.”
Eleições 2010 Assunto comum no meio político, a eleição de 2010 fez parte do discurso do deputado. “Ninguém mais vai conseguir apagar o papel do PT e o papel do presidente Lula. Em 500 anos, foi a primeira vez que elegemos um operário, uma pessoa do meio do povo que sabe o que é viver com dificuldades. Queremos agora o complemento dessa mudança que o PT e o Lula estão fazendo. Vamos eleger a primeira mulher como presidente do Brasil. Tivemos um operário e agora teremos uma mulher presidente pra mostrar que, de fato, nosso partido veio para mudar.” A elite e o ódio
Apesar das visíveis melhorias promovidas pelo Governo Lula, os velhos preconceitos, conforme o deputado, continuam mais vivos do que nunca. “Mesmo tendo sido beneficiada pela política econômica, a elite brasileira odeia o Lula, odeia o PT. Nunca consumimos tanto como consumimos hoje. Vendemos eletrodomésticos e veículos no meio da crise. Quando tinha crise na época do Fernando Henrique Cardoso, ele tomava três medidas: aumentava impostos, aumentava os juros e reduzia os investimentos. O que o Lula fez? O oposto! No meio da crise reduziu os impostos, reduziu os juros e lançou um programa para construir um milhão de casas. Isso é um presidente que entende a necessidade do povo.” Sarney e o Senado
Antes de encerrar seu discurso, João Paulo falou sobre os problemas que envolvem o Senado. “O Sarney tem 50 anos de vida pública. Foi de vereador a Presidente da República. A filha foi governadora, o filho foi ministro. Mas alguém acredita que a campanha é contra o Sarney? Alguém aqui acredita que eles querem moralizar o Senado? Tiram o Sarney, mas fica o Agripino, o Heráclito Fortes, o Arthur Virgílio. Essa gente não tem nenhum problema? Alguém acredita nisso? O que está acontecendo é a antecipação da campanha de 2010. Eles querem tirar o Sarney para criar balbúrdia e confusão no Senado. É uma disputa política. O PT não elegeu o Sarney para o Senado. O PT tinha o Tião Viana como candidato. Então, por que meter o PT no rolo? Porque eles querem colocar o PT e o Lula para o meio da confusão? O Lula vai terminar o governo com 80% de popularidade e pode eleger a Dilma. O PT tem a maior bancada e vamos fazer uma bancada federal ainda maior. Vamos ampliar os senadores para 17 ou 18, ficar igual ao DEM ou ao PMDB. Eles estão vendo isso e nós não precisamos entrar na onda deles.” Também estiveram presentes ao evento os deputado federais Jilmar Tatto (PT), Carlos Zaratini (PT), os ex-prefeitos Geraldo Cruz (Embú) e Paulinho Bururu (Jandira); os vereadores Didi (PT-Pirapora do Bom Jesus), Maura Soares (PT-Jandira) e Célia (PT-Pirapora do Bom Jesus); Baltasar Rosa, presidente do PT de Barueri; o coordenador da macrorregião Osasco do PT, Irineu Casemiro; e diversos militantes que estão no partido desde sua fundação, nos anos 80.
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