Brasil cresce e gera mais de 138 mil empregos com carteira assinada em julho
Foram criados no Brasil 138.402 novos empregos com carteira assinada no mês de julho, o maior saldo de 2009 e quarto maior da história para o mês de julho: crescimento de 0,43% do estoque de celetistas do país, que alcança a marca de 32.431.210 trabalhadores.
No ano, foram abertas 437.908 novas vagas de trabalho formal, alta de 1,37% no número de celetistas do país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados nesta terça-feira pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
"O comportamento de todos os setores da economia é positivo, com a construção civil em ritmo bom de crescimento e a indústria de transformação saindo da estagnação. Houve crescimento do salário médio do brasileiro de R$ 752,96, para R$ 764,14, com aumento real de 1,49%", disse Lupi.
O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), presidente do PT e ex-ministro do Trabalho, analisou que o resultado do Caged é extraordinário, "especialmente levando-se em consideração a queda do comércio mundial que impactou as exportações brasileiras , inclusive as exportações industrializadas", disse.
Em sua avaliação, os números revelam que o mercado interno brasileiro sustentou a retomada do emprego e terá em 2009 um saldo positivo de empregos que pode, inclusive, superar a previsão do ministro da Fazenda, Guida Mantega, de criação de cerca de 600 mil empregos formais no ano. "Essa é uma previsão extremamente realista, mas pode até ser superada em função das obras que estão começando e com o aquecimento do mercado imobiliário, que trará muita demanda por mão-de-obra de todos os níveis de qualificação", afirmou Berzoini.
Para o deputado Pedro Eugênio (PT-PE), o Brasil superou a fase crítica do final do ano passado, quando houve perda de postos de trabalho. " A partir do começo do ano começamos a ter um número maior de pessoas conseguindo empregos do que perdendo empregos", afirmou.
A pesquisa também aponta que, pela primeira vez na série do Caged, o mês de julho apresentou o melhor saldo entre os sete primeiros meses do ano. O desempenho favorável de julho consolida o processo de recuperação do emprego formal, tendo em vista que alcança o mesmo patamar que os meses de julho dos últimos seis anos (2003 a 2008), período mais favorável de geração de emprego formal no país, cuja média atingiu 140.218 postos de trabalho.