
João Paulo Cunha
Pesquisa do Datafolha, divulgada no dia 28 de fevereiro, aponta um empate técnico nas intenções de voto para presidente entre Dilma e Serra. A candidata do PT subiu 5% em dois meses e chegou a 28%. O candidato do PSDB tomou sentido contrário, caindo 5% em relação à pesquisa de dezembro, ficando com 32% A vantagem do tucano caiu de 14% para 4%. Ciro Gomes com 12% e Marina com 8% estão estagnados.
O crescimento permanente de Dilma deve ser uma tônica da campanha presidencial. Sua curva ascendente de intenções de voto se sustentará por várias razões. Destaco o apoio que tem do presidente Lula, que conta com 80% de aprovação em virtude de estar fazendo o melhor governo da história do país. O crescimento superior a 5% da economia do país esse ano, gerando mais bem estar a todos os brasileiros. A força do PT e partidos aliados. E a competência e capacidade de gestão da ministra Dilma na coordenação dos principais programas do governo federal.
Dilma já lidera nas intenções de voto espontâneo com 10% contra 7% de Serra. Deve acelerar o crescimento neste setor contando com a transferência da esmagadora maioria dos 10% que ainda dizem que vão votar em Lula. Agravando a situação de Serra ele passou a liderar em rejeição saltando de 19% para 25%. Este cenário favorável à candidata do PT já era esperado por nós, mas é fato que chegou mais cedo do que imaginávamos. O que permite projetar a hipótese de que Dilma passe Serra antes do início oficial da campanha em 06 de julho. E, mantido esse ritmo, pode até ganhar a eleição já no primeiro turno.
Afinal, cada vez mais a população vai percebendo as qualidades e todo o potencial de Dilma. Braço direito de Lula, é a pessoa mais preparada para assumir a missão de dar continuidade e avançar o atual projeto nacional de desenvolvimento sócio e econômico, ambientalmente sustentável. Projeto implantado pelo governo do PT e aliados, construindo um novo Brasil, melhor e mais justo para seu povo e respeitado internacionalmente.
Entretanto, se hoje comemoramos o bom desempenho de Dilma, a experiência recomenda prudência e muito trabalho para evitar que Serra volte a crescer, em uma campanha eleitoral longa e polarizada. Serenidade, humildade e muito empenho militante é o caminho para consolidar esse cenário favorável à campanha do PT. Sem deitar em berço esplêndido, temos todas as condições para negar, nessa quadra histórica, a famosa frase do ex-senador mineiro Magalhães Pinto “Política é como as nuvens. Você olha agora, está de um jeito. Olha daqui a pouco, já mudou”. Unidos manteremos no horizonte a configuração atual que indica que o Brasil vai ter pela primeira vez uma mulher na sua presidência. À luta companheiros!
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