| 16/Dez/2009 | ||
| Osasco teve o maior ganho de participação no PIB em 2007, segundo IBGE |
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O município de Osasco, na Grande São Paulo, teve o maior ganho em termos de participação relativa do PIB (Produto Interno Bruto), entre 2006 e 2007. A cidade teve um avanço de 0,2% nesse período, à frente da própria cidade de São Paulo, que evoluiu 0,1% nesse espaço de tempo. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o incremento nos serviços de intermediação financeira --basicamente bancos e seguros-- impulsionou o desempenho da economia de Osasco, que representa 0,9% do PIB nacional. A alta no preço do refino do petróleo fez com que Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, avançasse 0,1%, o que fez com que a cidade tivesse, em 2007, 1,1% de participação relativa no PIB nacional. Por outro lado, a queda no preço do barril do petróleo reduziu a participação de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, dentro do PIB nacional. A retração foi de 0,2% na passagem de 2006 para 2007, o que fez com que a cidade ficasse com uma representação de 0,8% na geração da economia brasileira. Em termos de posição, o principal ganho foi observado na cidade de Alto Horizonte (GO), que tinha o 4.444º maior PIB do país em 2006, e fechou o ano seguinte na 823ª posição. O salto ocorreu graças ao início de produção e beneficiamento de sulfeto de cobre. A cidade de Gavião Peixoto (SP) teve a maior perda de posição Em 2006, tinha o 512º maior PIB do país, mas os preços baixos do açúcar fizeram com que o município despencasse para a 2.444ª posição.
Cinco cidades concentram 25% do PIB do país, aponta IBGE
Cinco cidades do país --São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba-- continuaram concentrando, em 2007, cerca de 25% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta quarta-feira. Em 2006, o cenário era semelhante, sem alteração na ordem das cidades com os maiores PIBs. Os dados apontam que 34,4% da riqueza foi produzida nas capitais brasileiras. Desse total, 19,4% coube à região Sudeste; 5,1% foram relativos ao Centro-Oeste; 4,5% ao Nordeste; 2,9% ao Sul, e 2,5% à região Norte. A concentração fica ainda mais evidente se for levado em consideração que metade do PIB foi gerado por 50 cidades. Ao mesmo tempo, 1.342 municípios com as menores economias do país responderam, juntos, por até 1% do PIB. Se comparado ao verificado em 2003, constata-se que houve pouca alteração neste quadro. Naquele ano, cinco municípios agregavam 25% do PIB, e 54 cidades eram responsáveis por metade da renda gerada. Participação
São Paulo continuou liderando a geração de riquezas no país, concentrando 12% do PIB, proporção praticamente semelhante aos 11,9% verificados em 2006. Rio de Janeiro vem em seguida, com 5,2% do total do PIB, ante 5,4% verificados no ano anterior. Brasília (3,8%), Belo Horizonte (1,4%) e Curitiba (1,4%) completam a lista dos municípios com maior participação no PIB nacional. Na região Norte, os sete municípios de maior PIB agregavam, aproximadamente, 50% do total da região. No Nordeste, os 21 municípios no topo do ranking representavam metade do PIB. No Sudeste, 13 representavam condição semelhante, e no Sul, são 27 cidades que representam metade do PIB da região. Brasília agregava 42,4% do PIB do Centro-Oeste e, se retirarmos esse município do cálculo, eram necessários 16 municípios para agregar aproximadamente 50% das riquezas da região. Ranking
No ranking das dez cidades com maior PIB do país em 2006, sete são capitais. A lista é liderada por São Paulo, acompanhada do Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Duque de Caxias (RJ), Guarulhos (SP) e Campinas (SP). Ainda de acordo com o IBGE, 10% das cidades com maior PIB geraram 24 vezes mais riqueza que os 50% dos municípios com menor PIB. Entre as capitais, apenas Florianópolis não liderou a geração de riquezas em seu Estado. Em Santa Catarina, a liderança ficou com Joinville, que é a cidade mais populosa. Florianópolis representou apenas 6,8% do PIB do Estado. Quadro bastante diferente do que é representado por Manaus, cujo PIB correspondeu a 81,9% do total do Amazonas. Em Roraima, Boa Vista representou 72,8% do PIB, patamar pouco acima do verificado no Amapá, onde 63,3% do PIB ficou concentrado no Macapá. O IBGE revela que o Rio de Janeiro vem reduzindo a dependência da capital de forma significativa ao longo dos, embalado pelo desenvolvimento econômico do Norte Fluminense. Em 2007, o PIB gerado pela cidade do Rio de Janeiro representou 46,5% do total do Estado. Em 2003, a capital fluminense era responsável pela geração de 50,9% do total de riquezas do Estado. Em 2006, no entanto, o PIB da capital significava 46,5% do total. O menor PIB do país foi constatado em Olho D'Água do Piauí (PI), antecedido por São Luis do Piauí (PI), Areia de Baraúnas (PB), São Miguel da Baixa Grande (PI) e Santo Antônio dos Milagres (PI). |
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