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sexta, 30 de julho de 2010
14/Ago/2009
Apagão elétrico, no governo FHC, custou R$ 45,5 bilhões aos cofres públicos Imprimir E-mail

 

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgada há poucos dias mostrou que o apagão elétrico ocorrido em 2001 e 2002 gerou um prejuízo real em repasses tarifários e deduções no Tesouro de R$ 45,2 bilhões, quando descontada a inflação no período. O documento teve como base os valores apurados em outubro de 2003, ano em que deu-se início à apuração do apagão elétrico brasileiro pelo TCU. O órgão calculou que os custos diretos do blecaute ficaram em R$ 32,2 bilhões, acrescidos de variação do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) em cinco anos, até 2009.

 

A análise do TCU mostrou também que 60% dos custos com o apagão foram pagos pelo consumidor, por meio de reajustes tarifários. O restante, porém, ficou por conta do Tesouro Nacional, que saldou a dívida com as distribuidoras de energia.

 
Valores
Boa parte dos valores pagos às distribuidoras se deveu à recomposição de receita (ajuste na base de caixa). O primeiro pagamento detectado sob essa assinatura foi de R$ 5,05 milhões, relativo ao período de junho a dezembro de 2001.
 

O segundo pagamento corresponde aos dois primeiros meses de 2002, que totalizaram R$ 1,2 milhão em cobranças na tarifa de luz. Ambos os valores são de outubro de 2003, portanto, não reajustados pelo IGP-M.

 

Somaram-se a esses custos repassados diretamente ao consumidor a sobretarifa cobrada dos consumidores por descumprimento de meta (R$ 443,4 mil), as despesas declaradas a maior face ao apagão, denominada Conta Especial (R$ 221,6 mil) e a contratação da capacidade das térmicas emergenciais (R$ 6,7 milhões).

 

Segundo cálculos do TCU, o total apurado nesse tipo de cálculo (que envolveu rateio por meio de reajuste tarifário) foi de R$ 19,6 milhões. Na cifra que envolveu a participação da União, esse gasto ficou em R$ 12,5 milhões, sendo R$ 11 milhões somente com emissão de títulos da dívida, por meio da Lei nº 10.438/2002.

 
Por Deco Bancillon, no site do Correio Brasiliense

 

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