| 01/Jul/2009 | ||
| João Paulo diz que Câmara deu “pontapé inicial” para a reforma política |
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![]() Os líderes partidários decidiram nesta terça-feira, 30, em reunião com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) que a proposta de reforma eleitoral que definirá as regras para as eleições de 2010 será colocada em votação já na próxima semana. Ainda nesta terça-feira, o plenário da Câmara aprovou a urgência para a tramitação da matéria. A proposta, elaborada por uma comissão de parlamentares com representantes de todos os partidos, foi apresentada aos líderes e protocolada na Mesa Diretora.
Para o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que integra o grupo que elaborou a proposta, esse “é um pontapé inicial para se chegar na reforma política de fato, que é mudar o sistema eleitoral partidário”. Na avaliação de João Paulo, existem aspectos muito positivos. “Como garantir uma certa segurança jurídica para os pré-candidatos antes do registro da candidatura, ou seja, poder andar pelo país e divulgar o programa, os seus partidos. E ainda outros aspectos que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vinha avançando sobre matéria legislativa, e que agora o Poder Legislativo toma para si e transforma em lei”, disse. Pelo texto apresentado nesta quarta-feira, 1º de julho, e que deve ir a plenário, fica autorizado o uso da Internet nas campanhas eleitorais. Só poderão fazer doações pela Internet as pessoas físicas que serão identificadas pelo CPF. Os candidatos poderão, imediatamente após as convenções partidárias, arrecadar recursos e realizar atos referentes à estruturação da campanha. Os partidos receberiam os números do CNPJ com antecedência para distribuir entre os candidatos. O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP) afirmou que todos os líderes assinaram a proposta que significa um avanço. “O texto está bem desenhado, bem constituído e é mais do que um ponto de partida. Tem uma série de questões a serem debatidas. Vamos aprimorá-lo até a semana que vem e vamos votar. Esse texto é para tornar o processo eleitoral mais democrático e mais simples para que fique claro para a sociedade e para o deputado como é que deve ser feita a campanha, como devem se organizar os partidos para a eleição”. esclareceu Vaccarezza.
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