| 29/Jun/2009 | ||
| Vargem Grande: João Paulo diz que em 30 anos PSDB não resolveu problemas de SP |
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Integrantes do Partido dos Trabalhadores de Vargem Grande Paulista (SP) promoveram no sábado, 27 de junho, um debate com o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) e o estadual Marcos Martins (PT-SP). Cerca de 80 pessoas participaram da reunião, entre elas o prefeito do município, Roberto Rocha (PSB) e o vereador Ney (PSDB - Vargem Grande). João Paulo falou sobre “as ações do Governo Federal para manter e gerar os empregos e combater a crise”. Já Marcos Martins abordou prioritariamente “os reflexos da crise no estado de São Paulo”. Antes do início do debate, Roberto Rocha saudou os deputados, reforçando a importância do trabalhado desenvolvido por eles. “Quero parabenizar você, João Paulo, pela efetividade das ações políticas que tem direcionado ao longo do tempo. Esse ano, desde o dia que assumimos, você tem nos acompanhado com seu trabalho e sua organização. Na questão partidária, a nossa mentalidade é ter uma participação em conjunto. Ninguém governa sozinho, o que interessa a nós é somar forças porque nossos problemas são grandes e vamos fazer uma política pública voltada aos interesses da cidade”, disse o prefeito. O deputado João Paulo começou falando sobre como o Brasil driblou a crise. “Estamos vivendo um momento muito importante para o Brasil. Já recuperamos mais da metade dos 700 mil empregos que perdemos durante a crise. A perspectiva é, de fato, retomarmos o rumo e fazer o país crescer de novo. O salário mínimo teve um crescimento real de quase 40% durante o período do Lula. Dos 24 milhões de aposentados, 20 milhões recebem um salário mínimo. Quem vive no nordeste sabe a importância do mínimo. Na medida em que você vai recuperando o salário mínimo, recupera uma parte de poder de compra do povo”, comentou. O parlamentar reconheceu que nem todos os problemas brasileiros foram solucionados nesses seis anos e meio de Governo Lua. “Enquanto tiver uma pessoa desempregada você tem que se preocupar. Quem está sem trabalho, além de não ter condições materiais de vida, também fica com a auto-estima abalada. Mas ter reduzido as desigualdades significa que o país está no rumo certo. Em seis anos e meio de governo do presidente Lula o Brasil mudou muito. O Lula vai entregar para a Dilma, que será a próxima presidente da República, se Deus quiser, um país diferente do que era. Um país diferente para um mundo diferente”, disse o deputado. Ao falar sobre a disputa ao governo paulista em 2010, João Paulo foi enfático. “Aqui em São Paulo vamos buscar uma candidatura que seja de vários partidos, com um programa bom para ver se São Paulo muda um pouco sua orientação, com todo respeito a quem apóia o Serra ou o PSDB. O PSDB e seus aliados governam São Paulo há 30 anos. Como pode ter 30 anos para resolver o problema da educação e segurança em São Paulo? É ridículo! Um delegado aqui ganha menos do que ganharia no Acre. Tem paulista indo prestar concurso lá no Acre porque ganha mais. Policial Militar ganha mais em Brasília do que em São Paulo. Aqui, nem o mapa no livro da escola está certo. Como pode um livro didático com o mapa errado, dizendo que na América do Sul tem dois Paraguais? Ou coisa pornográfica que ninguém conseguiu avaliar. Então, acho que São Paulo tem uma certa fadiga, um certo esgotamento, e seria bom para São Paulo dar uma oxigenada”, finalizou o deputado. Marcos Martins também falou sobre a crise. “O presidente Lula fez da crise uma oportunidade e acelerou as mudanças da economia. Agora, precisa radicalizar no combate aos juros e no fortalecimento do mercado interno.” O deputado também criticou a política tucana em São Paulo. “A segurança pública estado de São Paulo está cada vez pior. Além disso, a carga tributária é cada vez mais alta. Houve uma evolução dessa carga. Em 2002, o cidadão pagava R$ 1.732 em impostos no estado de São Paulo, em 2008 houve um crescimento e ele pagou R$ 2.278. O governo federal desonera, reduz o IPI para ajudar a população para continuar na manutenção de empregos, no funcionamento de empresas. Já o governo de estado vai no sentido contrário.” Após as apresentações, vários participantes fizeram perguntas aos deputados. Ricardo Campolim falou sobre o amianto da crise no Senado. Já o sindicalista Alex da Força abordou os projetos antagônicos do PT, para o Brasil, e do PSDB, para São Paulo. De olho no corte do IPI, o vereador Ney perguntou sobre possíveis perdas no Fundo de Participação dos Municípios. O professor Amarildo Boy questionou sobre a existência ou não da dívida externa brasileira. A jornalista Vilma Frossard, da Gazeta de Vargem Grande Paulista, atacou a falta de verbas para os pequenos órgãos de comunicação. Fechando a rodada de perguntas, Eduardo Prado, secretário de saúde do município, agradeceu as informações sobre convênios trazidas pelo deputado João Paulo Cunha.
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