Menu Content/Inhalt
largersmallerreset
Início arrow Artigos arrow São Paulo e o PT em 2010
sexta, 03 de setembro de 2010
23/Jun/2009
São Paulo e o PT em 2010 Imprimir E-mail

Emidio de Souza

Pela primeira vez, desde 1989, o nome do presidente Lula não estará na cédula na próxima eleição. Para os militantes e simpatizantes do PT, esse fato traz em si uma novidade e uma enorme tarefa: confirmar nas urnas no ano que vem o projeto político que estabilizou a economia, gerou emprego, redistribuiu a renda e acumulou reservas robustas o suficiente para que o país estivesse firme diante da maior crise econômica mundial desde 1929.

 

No plano federal, o partido caminha para abraçar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cuja experiência e conhecimento dos principais problemas e gargalos do país é indiscutível. Não por acaso foi escolhida responsável pelo Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, tarefa que vem desempenhando com competência e o devido senso de urgência.

 

Nesse cenário, a presença de São Paulo na sucessão presidencial reveste-se de importância ainda mais significativa. Maior colégio eleitoral do país, o Estado sintetiza talvez como nenhuma outra unidade da Federação o maior problema brasileiro: a imensa desigualdade que separa ricos e pobres. Ainda hoje convivem aqui polos de tecnologia e excelência e municípios com taxa de mortalidade infantil próxima das regiões mais pobres do país.

 

Em São Paulo, seja por sua dinâmica econômica, seja pela importância política específica que o Estado tem, vai se dar o grande embate de projetos para o futuro do país. Felizmente, o PT tem o que mostrar, e as comparações, sob qualquer ponto de vista, nos são amplamente favoráveis: fim da dependência do FMI (Fundo Monetário Internacional), mudança paulatina de matriz energética, criação de vigoroso mercado interno, elevação do país a "investment grade", redução do desemprego, inserção no cenário internacional. Enfim, não temos medo do debate!

 

Não é essa a situação dos tucanos em São Paulo. Sob denominações partidárias diversas, o atual primeiro escalão paulista participou ativamente de todos os governos, sem exceção, que se sucedem no Estado há 26 anos (Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckmin e Serra), tempo suficiente para mudar eixos fundamentais de políticas públicas.

 

Infelizmente, decorrido mais de um quarto de século, a educação pública paulista, responsável pela formação de gerações de profissionais preparados em outros tempos, caminha de forma medíocre, devolvendo à sociedade legiões de analfabetos funcionais, incapazes de formular um pensamento ou escrever um texto com começo, meio e fim.

 

Na área do transporte e das vias públicas, diz tudo a lentidão da ampliação do Metrô e a inapetência para entregar o Rodoanel. A segurança pública oscila entre a falta de iniciativa e a Operação Castelinho, entre as ruas desertas devido às ameaças de um grupo organizado de presos e o conflito aberto entre policiais civis e militares na porta do Palácio dos Bandeirantes. Como se observa, apesar da suposta intimidade com a moderna gestão do Estado, os tucanos repetiram em São Paulo sua vocação para promover apagões...

 

É esse debate que precisa ser proposto aos brasileiros que moram em nosso Estado. Chegou a hora de arejar São Paulo, reciclar ideias e promover alternância do núcleo de poder. Mais do que a disputa materializada em nomes, o PT, com sua história, sua militância, seus erros e seus acertos, tem a tarefa de promover um profundo debate e dizer o que quer para o nosso Estado agora e para as futuras gerações.

 

Deve ser a nossa prioridade neste momento o processo de construção de um programa que projete o Estado de São Paulo que nós queremos para o futuro, com planejamento estratégico que contemple eixos para a saúde, a educação, a segurança, a infraestrutura e os programas de inclusão social. É com essa motivação que participo do debate com meus companheiros e com a sociedade de forma geral.

 

A definição de nomes e candidaturas virá a seu tempo, sem prévias ou imposições, com musculatura e densidade, e com o PT mais unido do que nunca, pronto para construir um projeto que devolva o Estado de São Paulo ao caminho da inovação, da liderança e do bem-estar social.

 

Emidio de Souza é prefeito de Osasco.

Comentários
Adicionar novo Busca
GERSON LOPES DA SILVA  - EMIDIO GOVERNADOR DE SAO PAULO 21:23:52 22-07-2009
O PREFEITO DE OSASCO TEM TODAS AS CARACTERISTICAS PARA SER UM EXCELENTE GOVERNADOR, MINHA MÃE E IRMÃOS MORAM EM OSASCO, A CIDADE CRESCE E SE DESENVOLVE, SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA SÃO LEVADOS A SÉRIO, COMO MEMBRO FILIADO AO PT DE CORONEL MACEDO/SP REG 2865625 TRABALHARIA E VOTARIA EM EMIDIO PARA GOVERNADOR.

GERSON LOPES DA SILVA
AVALIADOR PENHOR CEF AG OURINHOS/SP
014 35121550
Escrever um comentário
Nome:
E-mail:
Website:
Título:
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.
Não serão publicados comentários ofensivos