| 10/Jun/2009 | ||
| 53 milhões de meninas no mundo são vítimas de exploração sexual, estima OIT |
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![]() Brasília - Mais de 100 milhões de meninas trabalham em todo o mundo, segundo estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Desse total, cerca de 53 milhões são vítimas de exploração sexual comercial e são submetidas ao regime de servidão, atividades que estão entre as piores formas de trabalho infantil.
Os dados fazem parte do relatório Demos uma Chance às Meninas, divulgado nesta quarta-feira, 10, pela OIT por ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil (12 de junho). O estudo também aponta que, do total de meninas que trabalham, 20 milhões têm menos de 12 anos (37,7%) e 32,3 milhões estão na faixa de 5 a 14 anos (61%). A maioria realiza atividades agrícolas. No setor de serviços, que inclui crianças no trabalho doméstico, as meninas representam 30% do total, e na indústria, 9%. OIT diz que educar meninas é uma das formas mais efetivas de lutar contra a pobreza Brasília - Meninas com acesso ao ensino têm mais probabilidade de ter melhores condições de vida e maior poder de decisão na fase adulta, indica o relatório Demos uma Chance às Meninas, divulgado hoje (10) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Epidemia de aids obriga crianças a entrar no mercado de trabalho
Brasília - Um estudo divulgado hoje (10) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta que a atual epidemia de aids no mundo tem obrigado muitas crianças – sobretudo meninas – a aderirem prematuramente ao mercado de trabalho.
De acordo com o relatório Demos uma Chance às Meninas, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) estima que, apenas na África Subsaariana, 12 milhões de crianças menores de 18 anos tenham perdido um ou ambos os pais como consequência da doença. “Muitos deles acabam por se transformar em líderes de famílias e se veem com a única opção de buscar um emprego para sustentarem a si mesmos e aos demais irmãos”, afirma o documento.
O estudo destaca que a incidência da aids entre jovens africanas com idade entre 14 e 25 anos tende a ser ainda mais elevada do que nos meninos de mesma fazia etária. Dentre as causas, a OIT reforça que as meninas estão mais expostas aos abusos sexuais. |
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