| 11/Mai/2009 | ||
| “Quebrou a cara quem apostou no estado mínimo”, afirma João Paulo em Cubatão |
|
|
|
Militantes, dirigentes e políticos do PT de Cubatão e cidades próximas participaram na sexta-feira, 08 de maio, do 1º Seminário de Política e Desenvolvimento. Os palestrantes foram o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), que falou sobre “Os dois últimos anos do governo Lula e o desenvolvimento local”, e o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), que tratou sobre “O desafio da gestão democrática”. Já a prefeita Cubatão, Márcia Rosa (PT), discorreu sobre sua administração, mostrando os avanços nos primeiros quatro meses. O auditório da Câmara dos Vereadores de Cubatão foi palco para o evento, que reuniu mais de 150 pessoas. O primeiro a falar foi o prefeito Emidio de Souza. “Quando o PT chega ao governo, ele desperta na sociedade uma idéia de que as coisas podem se resolver com rapidez. Desde que assumiu as primeiras gestões municipais, O PT encontrou desafios e criou instrumentos que valorizam a participação dos cidadãos. Foi assim com o Orçamento Participativo (OP), hoje usado em quase todas as cidades governadas pelo PT e também por cidades não-governadas pelo partido. A Caravana da Cidadania é fundamental. Pegue o delegado do OP de uma região, pois às vezes, ele conhece apenas os problemas de seu bairro, e leve ele para ver os problemas de outro bairro. Você dará uma visão de conjunto a ele, mostrando que a cidade é um todo e que é necessário mudar não apenas o cantinho onde ele vive”, lembrou o prefeito. Ao tratar das necessidades que afetam os municípios, Emidio citou a administração de Cubatão. “Há programas de governo que a prefeita Márcia Rosa apresentou pra cidade que vão além da demanda da própria comunidade. Há compromisso, por exemplo, com a questão do servidor público municipal, com a modernização administrativa e com a prestação de serviços, entre outros pontos”, finalizou o prefeito. Em seguida, foi a vez da prefeita Márcia Rosa. “Entendemos a responsabilidade que é administrar uma cidade, trabalhar com consciência. Estamos tratando o dinheiro público com rigor e mais zelo. Nós economizamos 60% em combustível nesses primeiros quatro meses. Também economizamos em telefonia, informática e fizemos os funcionários públicos entenderem esse momento de crise. Somos um governo sério, não somos omissos, combatemos a corrupção e não deixamos de fazer as coisas. Ser um gestor público não é só administrar recursos, há um jeito de se fazer política, o jeito petista de se governar, que propõe formas alternativas de lidar com as questões públicas”, afirmou a prefeita. O deputado João Paulo fechou a primeira rodada do seminário falando do crescimento gerado pelo governo Lula. “Política e desenvolvimento são assuntos absolutamente integrados. Não há desenvolvimento sem política. Não nos interessa um tipo de desenvolvimento que se sustenta sob o olhar dos ricos e poderosos. Durante a ditadura militar, o Brasil cresceu, mas produziu mais desigualdades, criando até o lema que é ‘crescer para depois dividir’. Não nos interessa uma política só para os ricos, para os poderosos e para aqueles que acumularam capital cada vez mais”, explicou. O parlamentar ainda mostrou os três pontos que devem sustentar um governo democrático. “O primeiro é o lugar da administração. Nós precisamos administrar corretamente ou não conseguimos superar nossas dificuldades. O segundo é ideologia, pois se você faz uma boa gestão administrativa e não tem nenhuma ideologia, também não serve pra nada. O terceiro é cultural. Precisamos governar e mudar a cultura dos governantes, a cultura da relação do povo com o político, é uma mudança cultural que temos que fazer”, ressaltou. O governo Lula também foi destacado pelo deputado. “Vamos pegar o período de 2003 pra cá, que é referente ao Governo Lula. Será que o Brasil mudou, será que o Brasil se desenvolveu? Eu devo sustentar que se desenvolveu. Do ponto de vista administrativo, o presidente Lula conseguiu mostrar à população que era possível acabar com aquela lobotomia feita pelos neoliberais de que era impossível ter um estado forte e atender socialmente ao povo. Mostramos que é possível sim ter um estado forte, fazer a economia conviver bem com o setor privado e atender as áreas sociais.” Para exemplificar as mudanças culturais, o deputado falou sobre as mulheres e os negros. “Vou pegar alguns exemplos para mostrar o quanto crescemos. O Governo Lula nomeou mulheres para o Supremo Tribunal Federal e para o Superior Tribunal Militar. E isso nunca havia acontecido antes. Também há o papel do negro e as cotas universitárias. Devemos e estamos reparando dois séculos de escravidão”, lembrou. Ao falar sobre a ideologia quer marca um governo, João Paulo abordou a recente crise mundial. “Queremos um estado forte e provamos com a crise que isso é importante. Com o estado mínimo, como nos Estados Unidos, não há banco estatal e isso obrigou o Tesouro de lá a comprar montadoras, bancos privados e seguradoras. Tudo com o dinheiro do Tesouro. Agora, eles estão com vergonha de estatizar o City Bank, que já passou a ser praticamente do povo americano. Quebrou a cara quem apostou no estado mínimo. Isso é uma disputa ideológica. A política deve orientar o desenvolvimento que queremos. O PT caminha para seus 30 anos. Já governamos cidades grandes, pequenas, já governamos estados e atualmente governamos a nação. Hoje, acumulamos experiência o suficiente para mostrar o melhor caminho”, concluiu o deputado. |
| Anterior | Próximo |
|---|










