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sexta, 30 de julho de 2010
07/Mai/2009
Deputado Domingos Dutra rebate acusações feitas por Clovis Rossi Imprimir E-mail

 

DIREITO DE RESPOSTA

Prezado Jornalista Clovis Rossi,

 

Em face de ter passado o final de semana no interior do Maranhão, acompanhando o drama de milhares de maranhenses atingidos pelas enchentes, somente em 28 de abril passado tomei conhecimento do seu artigo intitulado: "E o Nobel do Cinismo Vai Para...", publicado no Jornal Folha de São Paulo, edição de sábado, dia 25 de abril. Por isso somente agora lhe respondo. Como o Senhor é um democrata, solicito que leia, reflita e publique a resposta à matéria publicada.

 

Jamais defendi privilégios, pois deles nunca desfrutei em campanha eleitoral ou no exercício do mandato. Venho de uma família de camponeses pobres e numerosa, com 29 irmãos. Nasci no quilombo "Saco das Almas". Meu pai era lavrador e vaqueiro. Minha mãe era quebradeira de coco. Estou no PT desde a fundação. Dediquei a minha vida defendendo lavradores na luta pela terra. Na última eleição obtive 82 mil votos, fazendo campanha a pé. Andei 250 quilômetros em 52 municípios.

 

Enfrento uma das oligarquias mais poderosas do Brasil, sem rendição. Como advogado, militante político e no exercício do mandato sempre defendi os lavradores, pescadores, negros, quilombolas e outros segmentos excluídos.

 

Jamais defendi abusos no uso das passagens ou de qualquer outro serviço oferecido pela Câmara Federal. Muitos dos excessos praticados decorreram da falta de regulamentação e orientação clara por parte do Congresso.

 
As minhas declarações, que o Senhor criticou, decorrem de:

01.- Não considero justo misturar e colocar todos no mesmo balaio. É injusto tratar situações desiguais de forma igual. É injusto misturar um parlamentar que viajou nos piores horários e monitorou as promoções das companhias aéreas para adquirir passagens mais baratas, reservando-os para acudir uma pessoa doente, com outro parlamentar que usou a cota de passagens para transportar seu time inteiro. É injusto condenar um parlamentar que contribuiu com a participação de uma liderança em uma audiência para debater assunto de interesse nacional, com outro parlamentar que transporta dançarinas para animar o seu lazer. É injusto considerar imoral conceder uma passagem para um especialista participar de um debate de questões de interesse público com outro parlamentar que transportou amigos para jogos de azar. É injusto confinar o parlamentar apenas ao seu Estado por causa de excessos praticados por alguns. Apesar de representarmos um estado, somos deputados que propõem, debatem e aprovam matérias de interesse nacional, sendo natural convites para discussão de temas de interesse do Brasil em outros Estados. Considero que o ponderável seria punir quem se excedeu, cortar o indefensável e estabelecer procedimentos normativos claros, ao invés de retirar as condições para o pleno exercício da atuação parlamentar.

 

Medidas tomadas aos "empurrões" prejudicam os parlamentares que representam os setores empobrecidos e excluídos, beneficiando aqueles que representam os setores e corporações abastadas.

 

02.- Não é privilégio o direito à moradia para o servidor que desenvolve suas atividades fora do seu domicílio. Os parlamentares, enquanto servidores públicos de natureza temporária, desenvolvem atividade em Brasília e no Estado de origem.

 
03.-Não temos direito a carro pago pelo contribuinte, como você afirma.
 

04.- Não é privilégio ter assessoria e meios de comunicação para o bom desempenho do mandato. O Poder Executivo precisa e tem, o Poder Judiciário precisa e tem. A mídia e os jornalistas precisam e têm, diariamente, inclusive e em boa medida custeada com recursos públicos.

 

Neste mundo globalizado a correspondência, o fax, o telefone, a internet, o rádio e a TV são instrumentos de trabalho. Nós, parlamentares somos cobrados sistematicamente pela população sobre as nossas atividades. Se não fazemos somos ameaçados, xingados e acusados de nada fazer. Esta comunicação não pode ser feita por pombo correio. Se o Senhor considera ser privilégio a comunicação dos parlamentares com a sociedade, este suposto privilégio é do parlamentar ou da sociedade? Em sendo do parlamentar, haverá campanha contra o uso do telefone, do fax, da internet, do jornal, rádio e TV que o Parlamento possui?

 

A comunicação própria é essencial para o desempenho do mandato, para evitar que não fiquemos mais ainda refém da mídia e de profissionais que se consideram donos absolutos da verdade, e que se dão ao "luxo" de fuzilar quem não os conhece e muitas vezes não tem chance de defesa.

 

05.- Não temos salários gordos. O nosso salário foi fixado pela legislatura passada, à luz do dia e conforme a Constituição. Percebemos, brutos, R$ 16.512,09 e após descontos de 27,5% do imposto de renda e mais 11% da previdência, percebemos, líquidos R$ 10.320,06. Nós, do PT, descontamos mais 20% para o Partido, restando R$ 8.256,05. É esta a gordura capaz de manter atividades políticas em Brasília e no Estado de origem?

 

Somos servidores públicos de natureza diferente dos demais servidores públicos: de quatro em quatro anos temos que passar no vestibular do voto; diariamente temos que ralar e lidar diretamente com os dramas mais variados da sociedade e, com raras excessões, aos finais de semana estamos na estrada participando de reuniões, debates, seminários e lutas sociais. Em nossa residência e nos gabinetes perambulam gente simples, carente e pedindo tudo. Os outros servidores públicos tem estabilidade, não se submetem ao crivo do eleitor e não sofrem as pressões diretas da população.

 

Temos sim direito a condições dignas de exercer o mandato popular de forma autônoma e altiva, evitando-se a submissão aos demais poderes públicos ou ao poder econômico.

 

Seria interessante se o Senhor acompanhasse um dia no Congresso e as atividades parlamentares aos finais de semana. Talvez assim diminuísse o preconceito contra o Parlamento.

 

Pela leitura do seu artigo, o Senhor considera que todos os que ganham remuneração igual ou acima de R$ 16.000,00, originários direta ou indiretamente de fontes públicas são privilegiados. Como considero sua opinião de boa fé e como princípio de vida, o Senhor contribuiria enormemente para a transparência se informasse aos seus leitores quanto ganha para escrever a sua coluna na Folha de São Paulo ou em outros espaços privados e se recebem algum recurso do contribuinte.

 

Seria bom para a democracia se o Senhor informasse ao Brasil quanto ganham os ancoras dos telejornais, os apresentadores de programas de auditório e outras personalidades do mundo midiático.

 

Seria fantástico se a sociedade brasileira fosse informada quanto o poder público (Poder Judiciário, Ministério Público, Assembléias Legislativas, prefeituras de capitais, governos estaduais, governo federal e empresas públicas como Petrobrás, caixa Econômica, Banco do Brasil e tantas outras) gasta com a mídia através de anúncios e outros serviços.

 

O Senhor daria enorme contribuição ao País se escarafunchasse o Poder Judiciário, o Ministério Público, Tribunais de Contas e outros espaços públicos, verificando se há os mesmos privilégios atribuídos ao Parlamento.

 

Será que o Senhor teria coragem de chamar de cínico um ministro do Supremo Tribunal Federal como chama os membros do Congresso Nacional? Duvido!

 

Como o Senhor é uma pessoa sensata seria justo que, da mesma forma que divulga com intensidade os fatos negativos envolvendo o Parlamento, divulgasse com o mesmo gosto os atos positivos do congressista, essenciais ao conjunto da sociedade brasileira, já que não há democracia sem Parlamento.


A imprensa e seus profissionais são vitais para a democracia e o alargamento da cidadania. No entanto não são infalíveis. Eu não sou infalível. Considero-me um brasileiro como todos os outros, com virtudes e defeitos. Porém os meus defeitos não me habilitam a receber nenhum "nobel do cinismo" por conta da expressão criticada, pois se assim fosse, teria que conceder prêmio igual à profissionais da imprensa que desconsiderando o direito ao contraditório, deixam de ouvir antecipadamente as pessoas que desejam ofender de forma grosseira em suas matérias.

 
Coloco-me à disposição
Atenciosamente,
 

DOMINGOS DUTRA
DEPUTADO FEDERAL PT DO MARANHÃO
JUSTIÇA SE FAZ NA LUTA!

Comentários
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nelson rodrigues coelho  - extorcao do cocelho regional de farmacia 16:27:07 08-07-2009
falo com vos, exelencia como pres,dos donos de farmacia santa lusia ma nos
estamos recebendo pelo os correios como
como se fosse presente de papai noel duas
treis veses por ano multa $ 2100,00
e tudo isso basiado art.24 da lei 3,820
de 11/11/1960 hoje em dia nao se manipula
os medicamentos como naquela epoca vivemos em outro tempo hoje em ia etudo
industrialisado e eu lhe garanto que niguem esta pelo omenos em santa lusia
manipulando medicamentos nos estamos quereno pelo menos que um
bioquimico asine por pelo menos uas farmacias assim vamos todos para a formalidade total e ai nao ceremos tratados como fora da lei pelo concelho regional de farmacia

asina nelson rodrigues coelho
NILDA AVELAR  - AS INJUSTIÇAS DOS HOMENS QUE FAZ A JUTIÇA INJUSTA 00:27:52 12-06-2009
MEU GRANDIOSO DEPUTADO DOMINGOS DUTRA!!!!A SUA luta grandiosa corajosa diante dos homens de mascaras? vivo uma situaçao de tristeza com meu filho ja fui enganada por advogados magoada defamada por policiais por crime simples os juizes o mantem preso a quase cinco anos no enterior sobre os comandos que a cada dia torna a vida dos jovens destruidas? por favor deputado fala comigo por DEUS;; me ajude a descobrir!!.
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