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sexta, 30 de julho de 2010
25/Mar/2009
Prefeito de Osasco pode ser o candidato petista ao governo paulista Imprimir E-mail

O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) realizou na sexta-feira, 20, e sábado, 21 de março, em Osasco (SP), o Seminário de Planejamento Estratégico do mandato para 2009. A abertura foi marcada pelas palestras do ministro Luiz Dulci, chefe da secretaria-geral da Presidência da República, e do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho. Cerca de 700 pessoas participaram do seminário, entre elas o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), os deputados federais petistas José Mentor, Devanir Ribeiro e Candido Vacarezza; além dos estaduais Hamilton Pereira e Marcos Martins.

 

Na sexta-feira, 20, Coutinho abriu o seminário com uma profunda análise da atual crise econômica mundial. O presidente do BNDES previu que os problemas podem durar um longo período e superá-los não será fácil. “Não é possível imaginar a restauração das condições normais de funcionamento do sistema de crédito nas economias desenvolvidas antes de três anos. Os pessimistas acham que essa crise demora dez anos, os otimistas acham que ela demora de três a cinco anos e isso significa recessão profunda neste ano. Os países desenvolvidos passarão em 2009 por uma recessão grave”, alertou.

 

Para Coutinho, apenas países em desenvolvimento, como a China, Índia e Brasil devem conseguir enfrentar a crise de maneira autônoma. “Temos um conjunto de projetos em infra-estrutura que amadureceu desde o segundo mandato do presidente Lula. Graças ao trabalho realizado nos últimos anos com persistência e muita dedicação da ministra Dilma, hoje temos projetos de grande envergadura na área de infra-estrutura. Só no BNDES nós temos 285 projetos do PAC, dos quais metade já está aprovada. Esses projetos representam R$ 90 bilhões em financiamento do BNDES e mais de R$ 180 bilhões de investimentos na economia brasileira”, garantiu.

 

Ao falar especificamente sobre o Brasil, o presidente do BNDES foi otimista. “As condições da economia brasileira são melhores do que as existentes em muitos países desenvolvidos. Mas é preciso exportar cada vez mais para que o país tenha a capacidade de atravessar esse período sustentando reservas elevadas e sua blindagem. O crescimento é possível, mas vai exigir o aprofundamento de determinadas mudanças que estimulem mais racionalidade e o investimento na poupança”, completou.

 

Com um viés mais político, o ministro Luiz Dulci realizou a segunda palestra da noite. A comparação entre as condições sociais e econômicas do Brasil atual e do deixado pelo governo tucano, em 2002, nortearam seu discurso. “O Brasil está em melhores condições para enfrentar a crise, sobretudo pelo que o Governo Lula fez durante esses seis anos. Nem sempre fica claro o que foi feito ao longo desses seis anos na economia, no social, no político, no educacional, etc. É o resultado desse trabalho que tornou o Brasil menos vulnerável a crise e nos deu melhores condições para enfrentá-la”, afirmou.

 

Uma prova dessa estabilidade, segundo Dulci, são as reservas. “Nosso país tem mais de 200 bilhões de dólares de reserva, ao contrário de 2002, quando o Brasil foi ao FMI e pegou o maior empréstimo que o Fundo já fez a qualquer nação do mundo”, explicou.

 

Para chegar a este patamar o país percorreu um caminho difícil, conforme o ministro. “Os dois primeiros anos de governo (2003 e 2004) foram dedicados a recuperar a estabilidade que o país havia perdido no final do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). O Lula recuperou essa estabilidade, pois a situação que nós encontramos era ruim. As linhas de crédito para nossas exportações tinham sido reduzidas a zero, o dólar estava valendo R$ 4,00, a inflação anual projetada em novembro de 2002 era superior a 30% ao ano. Precisávamos recuperar também a confiança do mundo no Brasil e criar condições para que o país pudesse entrar num ciclo histórico de crescimento sustentável, que foi iniciado a partir de 2005”, lembrou Dulci.

 

Outro ponto abordado pelo ministro foi a atitude do então candidato à presidência, José Serra (PSDB). “Todos recordam que na campanha o Serra disse que o Lula não seria capaz de governar a economia, que teria uma relação demagógica com sua base social, que não seria capaz de representar o Brasil no mundo e levaria o país ao caos. Ao contrário de tudo isso, não só o Lula soube representar o Brasil muitíssimo bem, como o país nunca teve tanto prestígio no mundo. Não é por acaso que o segundo presidente da república que o Obama convidou para discutir não só as relações bilaterais, mas também a ordem econômica do mundo, foi o Lula”, disse o ministro.

 

Para o deputado João Paulo, o seminário foi denso do ponto de vista político. “Ele nos deu mais elementos para enfrentar os desafios de 2009 e começou a nos preparar para o processo eleitoral de 2010”, afirmou no sábado, 21. Para cerca de 150 convidados, o parlamentar falou sobre os desdobramentos da crise econômica e as eleições de 2010, entre outros pontos.

 

Ao tratar da campanha ao governo paulista, João Paulo reforçou a possibilidade do prefeito Emidio de Souza ser o candidato do PT em 2010. “Temos vários pré-candidatos e o Emidio é um deles. Sua candidatura vem ganhando força entre prefeitos petistas que governam cidades de grande porte. E isso acontece, entre outras razões, porque Emidio venceu a eleição de 2008 no primeiro turno, derrotando figuras políticas importantes do estado de São Paulo, em particular o Rossi, que foi candidato a governador, candidato a prefeito da capital e que quase ganhou do Mário Covas em 1998”, afirmou João Paulo.

 

Ainda estiveram presentes ao seminário: Chico Brito, prefeito de Embu das Artes; Edmur Pereira Buzzá, prefeito de Dourado; Roberto Rocha, prefeito de Vargem Grande; Bananinha, prefeito de Pirapora do Bom Jesus; Maria Aparecida Maschio, prefeita de Juquitiba; Jorge Costa, prefeito de Itapecerica da Serra; Sergio Ribeiro, prefeito de Carapicuíba; João Pedro Morandi, prefeito de Lucélia; Ronivaldo Sampaio Fratucci, prefeito de Gavião Peixoto; Zezinho Bressane, prefeito de Francisco Morato; Luis Vanderlei Larguesa, vice-prefeito de Santa Bárbara D´Oeste; Aylton Lombardi, vice-prefeito de Ribeirão Corrente; Estela Almagro, vice-prefeita de Bauru; Rodrigo Funchal Barros, vice-prefeito de Garça; Márcia Regina, vice-prefeita de Taboão da Serra; João Fantin, vice-prefeito de Dourado; João Bosco Rezende, ex-prefeito de Areias; Carlos Augusto Bellintane, ex-prefeito de Dobrada; Sergio Mello; ex-prefeito de Guaíra; Geraldo Cruz, ex-prefeito de Embu das Artes; além de dezenas de vereadores, secretários municipais e lideranças do PT paulista.

Comentários
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Plínio Loiola Batista  - "QUE BOM" 19:20:53 27-03-2009
É com muita satisfação que vejo o verdadeiro "PT" de pé, fortalecido e dando exemplos a tucanada paulista de como com fé, boa vontade e competencia e possível se governar para todos.
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