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Cumprimento a Sra. Presidenta Deputada Luiza Erundina, que, quando passar a condução desta solenidade ao Deputado Nilson Mourão, quem sabe não anunciará a possibilidade de no futuro um Deputado do Acre presidir esta Casa; meus companheiros Deputados Gustavo Fruet e Nilson Mourão, que com o Deputado Antonio Carlos Pannunzio foram nossos parceiros nessa viagem à Itália, tão importante em nossa vida; caro Senador Pedro Simon - é um prazer tê-lo conosco participando desta cerimônia; D. João Braz; companheiro Sérgio Previdi, que também esteve conosco nessa viagem à Itália; nossa companheira Gehilda; jovem Rafaela; senhoras e senhores, há homens e mulheres que, pela generosidade humana, pela fortaleza moral e pela grandeza espiritual, fazem melhor o mundo e mais belo o tempo em que vivem.
Homens e mulheres como São Francisco de Assis, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce e Chiara Lubich, a benemérita fundadora e eterna Presidenta do Movimento dos Focolares.
Em meio aos escombros da 2ª Grande Guerra, ao sofrimento e à dor de quem não compreendia o "por quê?" e o "para quê?" de tanta miséria, Deus acendeu uma luz no coração de Chiara, inspirando-a e fortalecendo-a para que fizesse da própria vida uma lição de fé, da própria existência um modelo de despojamento, de fraternidade e de amor ao próximo.
Assim se plantou a semente, em 1944, de uma verdadeira revolução que abrasou corações e espíritos que hoje se espalham por 182 países. O segredo é simples, até porque não há segredo: buscar, pelo ideal da unidade, contribuir para a fraternidade universal, para o diálogo entre as nações, para o respeito entre os povos.
Atualmente, contam-se no mundo 120 mil membros e 2,5 milhões de aderentes e simpatizantes desse extraordinário movimento; no Brasil, os participantes já chegam a 15 mil, além de 284 mil que de alguma maneira o apóiam.
Somos, os brasileiros, histórica e profundamente ligados aos focolares. Foi o Brasil o primeiro país fora do continente europeu, a se deixar tocar pela força da mensagem de Chiara, pela poderosa luz que emana do seu espírito e do seu coração.
Não por coincidência, deram-lhe os pais o belo nome que, em italiano, quer dizer Clara. Clara porque iluminada pela luz divina, pelo poder da fé, pelo fogo da solidariedade, pela chama da compreensão, do amor e da ternura.
Em meio à realidade tão triste e tão desanimadora, quando governos se enfrentam, nações se declaram guerra, povos se agridem e irmãos se matam, o Movimento dos Focolares une milhões de pessoas em todos os cantos da Terra - pessoas das mais diferentes raças, culturas, ideologias e religiões. Pessoas que são, sobretudo, seres humanos, sabedores de que nós nos destinamos à paz, não à guerra; ao amor, não ao ódio; à harmonia, não ao rancor; à felicidade, não ao sofrimento.
Esse, o grandioso testemunho de Chiara Lubich, o calor que se irradia dos focolares para o mundo. Não apenas pelo nome, os focolares são, verdadeiramente, o fogo que nos aquece os lares, o calor que nos fortalece a alma nos momentos de tristeza e de desânimo.
Fazemos nossas as palavras do Papa João Paulo lI: "Na história houve muitos radicalismos de amor. O radicalismo de Francisco, de lnácio de Loyola, de Charles de Foucauld. Existe também o radicalismo de Chiara..." Bendito radicalismo, esse que dignifica o homem e engrandece a vida.
De forma serena e calma, numa madrugada de luz, Deus pegou Chiara pela mão e a levou para junto Dele - era 14 de março de 2008. Aos 88 anos, em casa, Chiara deu adeus e partiu.
Consternado, o Papa Bento XVI declarou, de forma firme e carinhosa: "Mulher de fé intrépida, mansa, mensageira de esperança e de paz". O mais importante que Chiara nos deixa não são os títulos nem os prêmios, mas a sua experiência de vida e os ensinamentos, sustentados em 2 pilares básicos. O primeiro, para sempre nos dirigir ao Pai, porque é Ele que possibilita a nossa união, porque, se somos todos filhos Dele, a nossa obrigação é viver em fraternidade para servir a Jehovah. O segundo, é o conceito de fraternidade, que tem como programa básico - e nós Parlamentares que integramos esse grupo sabemos bem - o Pai Nosso e se sustenta sobre 4 bases. Primeira, porque tem um objetivo que sai exatamente do Pai Nosso, que diz "Venha a nós o Vosso reino"; segunda, porque tem um programa econômico, "O pão nosso de cada dia nos dai hoje"; terceira, porque tem um critério de justiça, "Perdoai os nossos pecados, assim como nós perdoamos"; e, depois, porque tem um caráter civil e de esperança, "Não nos deixeis cair em tentação".
Esse é o programa que Chiara deixou para nós que procuramos, cultivamos e praticamos a fraternidade. Esta é a lição que Chiara nos deixou: que, se quisermos viver bem, sempre nos reportemos ao Pai, porque Ele estará aberto para nos unir, como filho, na busca da fraternidade.
Que Chiara, onde estiver, nos presenteie com a sua força e com a sua coragem, para continuarmos como chama no mundo, dizendo: "Pai, o nosso objetivo é a fraternidade entre os homens".
Parabéns a todos os que promoveram esta sessão. E parabéns ao Movimento dos Focolares.
Obrigado.
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