| 20/Nov/2008 | ||
| Coordenadora destaca ações em Osasco para melhorar vida da população negra |
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Coordenadora de Gênero e Raça de Osasco, cidade da Grande São Paulo, Joana D´Arc revelou neste 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, o trabalho realizado no município para melhorar as condições de vida da população negra. D´Arc destacou as ações conjuntas com as secretarias de Saúde, Educação, Trabalho e Habitação. Além disso, enalteceu a postura do prefeito Emidio de Souza que, segundo ela, incentiva o trabalho da coordenadoria e apóia a integração com as secretarias. “O primeiro avanço, há quase quatro anos, foi o prefeito ter criado as coordenadorias, entre elas a de Gênero e Raça. Por meio dela, nós discutimos, fomentamos e acompanhamos as políticas voltadas às questões da mulher e racial”, explicou.
O passo inicial, conforme a coordenador, foi dado junto com a secretaria de Educação. “Ao assumirmos a coordenadoria, iniciamos um trabalho com a Educação. Nós já tínhamos uma lei assinada pelo presidente Lula que determinava às escolas brasileiras a discussão da história dos negros no Brasil e na África. Por que em Osasco isso não estava acontecendo? Fomos conversar com o secretário para efetivar esta lei no município. E a conversa foi muito produtiva”, afirmou.
Outro campo abordado pela Coordenadoria foi a reorientação dos profissionais da Educação. “Começamos a fazer formação e capacitação com os professores. Na época, a rede tinha quase 1.700 docentes. Cerca de mil passaram por este processo. Para nós foi surpreendente, pois a procura foi muito maior do que a que prevíamos. E foi a partir da educação que pudemos criar o Novembro Negro, onde fazemos reflexões e damos um choque na sociedade, chamando a atenção para as questões raciais.”
Ao tratar da saúde dos negros, D´Arc enfatizou a anemia falciforme. “A saúde da população negra é diferente da não negra. Algumas doenças como a hipertensão e principalmente a anemia falciforme são muito sérias para a população negra. Começamos a fazer uma discussão com os técnicos da saúde, quando o secretário ainda era o Dr. Cury. Formamos um grupo para levar mais informação aos diretores das Unidades Básicas de Saúde, do Hospital Central, da Casa da Mulher e da Maternidade. A anemia falciforme foi o ponto principal desse trabalho. Hoje, precisamos criar em Osasco um posto de atendimento específico para quem tem essa anemia”, afirmou.
A coordenadora também falou sobre o trabalho realizado com a Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão (SDTI). “Nós promovemos cursos de capacitação para as pessoas mais carentes. Na SDTI, por indicação nossa, criou-se o curso de gastronomia africana. Algumas pessoas que passaram por este curso já estão empregadas. Nesse mesmo núcleo ainda há cursos de tranças e estamparia de tecidos”, revelou. D´Arc também citou a parceria com a secretaria de Habitação. “Estamos atuando nos morros do Socó e do Sabão, no Açucará e na Vila Serventina.”
Para encerrar, a coordenadora falou sobre a Casa de Angola. “Há muitas atividades desenvolvidas nela. No Brasil, só temos duas casas como essa. Uma aqui e a outra em Salvador”, finalizou D´Arc com um sorriso orgulhoso.
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