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sexta, 03 de setembro de 2010
19/Nov/2008
300 anos após morte de Zumbi situação de negros continua desfavorável Imprimir E-mail
 
Brasília - Os negros representam, atualmente, 49,5% da população brasileira. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a condição do negro, apesar de alguns avanços, continua desfavorável em relação à da população branca. Em indicadores como acesso ao ensino superior entre pessoas de 18 a 24 anos, a população preta e parda não havia atingido, em 2006, o patamar já alcançado pelos brancos em 1995.

Na área de trabalho, por exemplo, estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que, em 2006, o rendimento médio mensal dos homens brancos equivalia a R$ 1.164. Esse valor, no mesmo ano, era 98,5% superior ao recebido pelos homens pretos e pardos (R$ 586,26) e 200% maior do que o obtido pelas mulheres pretas e pardas.

Especialistas afirmam que esses dados são apenas exemplos das dificuldades que os negros enfrentam em situações cotidianas marcadas pela falta de oportunidades, discriminação e desrespeito. Em homenagem ao principal ícone da luta contra a escravidão no país, Zumbi dos Palmares, nesta quinta-feira, 20, será celebrado o Dia da Consciência Negra. O líder foi assassinado no dia 20 de novembro de 1695.

Desde segunda-feira, 17, a Agência Brasil está apresentando uma série de reportagens sobre saúde, educação, mercado de trabalho, religião e outros temas relacionados à população negra brasileira. As reportagens que abrem a série abordam as dificuldades para implementação da Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental e médio, e os debates sobre a eficácia da política de cotas para negros nas universidades.
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