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sexta, 03 de setembro de 2010
14/Nov/2008
Haddad diz que política precisa de oxigênio Imprimir E-mail

 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse na segunda-feira, 10, durante o seminário “Balanço eleitoral e a ação conjunta entre municípios e governo federal”, em São Paulo, que a política precisa de renovação. “Eu sinto que a política precisa de oxigênio, precisa de abertura. Nós precisamos definitivamente abrir espaços para que novas vozes possam se manifestar, para que novos projetos, novas luzes possam nos socorrer.”

 
Promovido pelo deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), o seminário também contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia; do presidente do PT paulista, Edinho Silva; e do vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda. Além deles, participaram do evento 62 prefeitos, 19 vices e 66 vereadores paulistas.
 
Haddad reforçou o discurso da renovação ao, sutilmente, referir-se à crise econômica que afeta o planeta. “Estamos em um momento histórico mundial que vai exigir inovação. Não podemos chegar em 2010 com o mesmo discurso de 2002. Esses próximos dois anos estão pedindo mais providências em busca de soluções e novos caminhos. Então, precisamos realmente abrir espaços pra essas inovações e elas vão ocorrer quanto mais democrático for o espaço, quanto mais a juventude sentir que pode participar da construção de seu futuro.”
 
Ao tratar diretamente sobre o futuro do PT, o ministro citou alguns exemplos de jovens secretários municipais que ascenderam ao governo federal. “Sete ministros foram secretários nacionais... e três desses foram secretários municipais aqui em São Paulo. Nós temos que ter um olhar clínico neste momento para realmente poder identificar novas lideranças, novos talentos que possam ser trazidos para a administração, isso é a marca de muitas de nossas administrações. Nós temos que radicalizar nessa direção”, disse Haddad.
 
 
Educação
O ministro também fez um diagnóstico do governo Lula na Educação, destacando alguns avanços alcançados. “São Paulo contava, quando o presidente tomou posse, com três escolas técnicas no estado que tem 20% da população. O país tinha 140 escolas técnicas. O governo Lula entregará 214 novas escolas. Terminaremos o mandato com 354 técnicas federais e só o estado de São Paulo ganhará 19 escolas, saltando de três para 22.”
 
A expansão da rede universitária federal foi outro ponto citado por Haddad. “Só três municípios paulistas contavam com universidades federais. Nós estamos construindo sete novos campi universitários no estado de São Paulo, começando por Santos, Diadema, São Bernardo, Santo André, Guarulhos, Osasco e Sorocaba. Ainda temos mais de 40 pólos da universidade aberta no estado de São Paulo e mais 600 no país.”
 
Ao falar do ProUni, que beneficiou mais de 400 mil estudantes, sendo que 28% deles no estado de São Paulo, o ministro criticou a política universitária paulista. “Falta investimento público aqui. Por isso, junto com o ProUni, é importante avançar na expansão das universidades federais. Ao mesmo tempo em que você dá a bolsa para quem entrou na universidade particular, você aumenta as vagas na universidade pública e aumenta os programas para oferecer educação profissional e superior para todo mundo.”
 
 
Benefícios
O ministro ainda explicou como uma universidade ou escola técnica federal transformam a vida da comunidade. “Essas escolas e universidades serão mantidas pelo governo federal. Agora, imagina para uma cidade o que significa ter uma escola federal, os salários que são pagos para a técnica administrativa, professores. Fica tudo ali na cidade. Isso sem falar dos investimentos feitos, que dinamizam a economia local”, completou Haddad.
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