Menu Content/Inhalt
largersmallerreset
Início arrow Notícias Gerais arrow País deve manter a sua taxa de crescimento em 5%, apesar da crise, diz Mantega
sexta, 03 de setembro de 2010
21/Out/2008
País deve manter a sua taxa de crescimento em 5%, apesar da crise, diz Mantega Imprimir E-mail

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira, 21, durante debate na Câmara dos Deputados, que apesar da crise econômica internacional, o país deve manter sua taxa de crescimento em 5%. De acordo com ele, a inércia pelo bom desempenho da economia em 2007 e a expansão nos primeiros trimestres do ano devem conter a crise.

 
"Para 2008 podemos manter as mesmas projeções e os mesmos cenários, pois a economia cresceu bastante. Mesmo com a desaceleração devemos terminar o ano em torno de 5%. Para 2009 será mais difícil atingir o crescimento de 5%, e portanto haverá algo entre 4 e 4,5%", disse.
 
Ao inicio de sua apresentação, Matega fez uma comparação da crise atual com as que aconteceram nos anos 90. Para ele, sempre se falou em bilhões, mas agora chegou-se na casa dos trilhões. Ele destacou que a mais parecida das crises foi a de 1929, por causar tamanha repercussão no mercado internacional. Apesar disso, o ministro disse que a fase aguda está sendo superada.
 
"Não acredito que a crise esteja acabando, é crise prolongada que ainda vai dar muita dor de cabeça, muito trabalho, mas com as medidas adotadas pelos Países a fase mais aguda deve ter sido superada, vai ter volatilidade nos mercados, mas sinto acomodação".
 
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participou da sessão antes de Mantega e disse que a economia foi irrigada em US$ 22,8 bilhões para tentar conter a alta do dólar. Ele destacou US$ 12,8 bilhões em contrato de swap cambial e a venda de US$ 3,2 bilhões das reservas internacionais.
 
Além disso, o BC promoveu leilões de US$ 3,7 bilhões em linhas externas e de US$ 1,6 bilhão numa operação direcionada ao comércio exterior. Não o bastante o Banco deixou de renovar contratos de swap cambial reverso no valor de US$ 1,5 bilhão.
 
Apesar do volume das operações, Meirelles comentou que os países desenvolvidos já gastaram cerca de US$ 600 bilhões para a recapitalização dos bancos. Somente os Estados Unidos, que prevê gastos de US$ 850 bilhões em seu pacote anticrise, destinou US$ 250 bilhões para esta modalidade.
 
No início de sua apresentação, Meirelles destacou a gravidade da crise internacional e disse que o Brasil não foi severamente afetado por uma série de ações tomadas ao longo dos anos.
 
Ele citou a desindexação da dívida interna ao dólar, fazendo com que o País passasse para credor na moeda estrangeira. Destacou também a formação de reservas internacionais e a redução da dívida externa.
 
Além disso, Meirelles comentou que o depósito compulsório que os bancos devem ter junto ao BC, que no Brasil chega a 53% - um dos mais altos do mundo – garantem a liquidez na economia, uma vez que o governo tem o poder de baixar esse percentual e liberar dinheiro de imediato no mercado.
Comentários
Adicionar novo Busca
Escrever um comentário
Nome:
E-mail:
Website:
Título:
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.
Não serão publicados comentários ofensivos