| 19/Ago/2008 | ||
| País bate recorde com 203,2 mil vagas em julho |
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O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho registrou a abertura de 203.218 empregos com carteira assinada no País, o melhor resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1992. O resultado, divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho, é 60,02% superior ao verificado em julho do ano passado, quando foram abertas 126.992 vagas. No período de janeiro a julho deste ano, o Caged registra abertura de 1.564.606 empregos formais, também recorde para o período. Esse número é 28% maior do que o verificado em igual período de 2007, quando 1.222.495 empregos formais foram criados. Inflação
A inflação no varejo, medida pelo ìndice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou elevação menos intensa de preços em seis das sete cidades pesquisadas para cálculo do índice. A única cidade a apresentar aceleração de preços, na passagem da primeira para a segunda leitura do indicador no mês, foi Belo Horizonte (de 0,43% para 0,60%).
Segundo a entidade, os preços na cidade de São Paulo perderam força, no âmbito do IPC-S. A inflação na capital paulista subiu 0,36% no índice apurado até a sexta-feira da semana passada (dia 15), em comparação com a alta de 0,51% apurada na leitura anterior do IPC-S, de até 7 de agosto.
Além de São Paulo, outras cinco cidades apresentaram elevação de preços menos intensa, no mesmo período. É o caso de Brasília (de 0,47% para 0,4%); Porto Alegre (de 0,65% para 0,23%); Recife (de 0,38% para 0,32%); Rio de Janeiro (de 0,2% para 0,15%); e Salvador (de 0,65% para 0,52%). Alimentos em queda
Um dos principais motivos para a desaceleração da inflação é a queda do preço dos alimentos. Estes preços estão caindo há algumas semanas e este movimento é explicado pela forte queda do preço das commodities no exterior. O fato é que o preço de alguns produtos subiram muito com a expectativa de demanda maior e como ativos para especulação financeira. Esta tendência de alta foi revertida nos últimos dias e o preço dos alimentos despencaram no exterior. Além disso, a queda do preço do petróleo contribui para a queda das cotações agrícolas, pois reduz o custo com transportes.
Para se ter uma idéia, os preços dos alimentos na capital paulista chegaram a atingir deflação de 0,02% no IPC-S de até 15 de agosto, após ter registrado alta de 0,50% no índice de até 7 de agosto. Segundo o economista, da FGV, André Braz, entre os destaques de quedas e desacelerações de preços no setor de alimentos estão as movimentações de preços em carnes bovinas (de 0,83% para -0,77%); hortaliças e legumes (de -3,05% para -4,55%) e arroz e feijão (de 0,54% para -0,36%).
Mas Braz comentou que, no caso de São Paulo, não é possível classificar como "generalizada" as taxas de inflação menos intensas no setor de alimentos. "Foram registradas várias quedas e desacelerações sim, em itens importantes. Mas ainda há alimentos subindo de preço", disse. Segundo ele, na capital paulista, entre os exemplos de alimentos com preços em alta, estão as variações de preços em frutas (de 1,52% para 2,89%); e adoçantes (de -0,57% para 0,03%).
No Rio de Janeiro, segunda capital de maior peso no cálculo do IPC-S, perdendo apenas para São Paulo, também houve elevação de preços menos intensa (de 0,20% para 0,15%). "O Rio de Janeiro registrou a menor taxa de inflação entre as sete cidades pesquisadas", disse. Ele explicou que a deflação nos preços dos alimentos na capital fluminense se intensificou (de -0,24% para -0,64%) principalmente porque houve uma grande queda de nos preços dos itens in natura, como hortaliças e legumes (de -4,5% para -8,22%).
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