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sexta, 30 de julho de 2010
15/Mai/2008
Câmara vota pacote para combater a violência no País Imprimir E-mail

A Câmara dos Deputados votou na quarta-feira, 14, projetos de segurança pública destinados ao combate à violência e a coibir a impunidade no Brasil. O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) comemorou a aprovação dos projetos e afirmou que "a Câmara deu hoje uma grande e essencial colaboração para ajudar na redução da violência no País". O parlamentar salientou que as propostas aprovadas aprimoram o Código de Processo Penal e a execução das penas e que, portanto, apertam o cerco dos que andam fora da lei.

Entre os projetos, a Câmara aprovou o que estabelece novos procedimentos para os processos de competência do Tribunal do Júri. A principal mudança é a extinção dos recursos que permitem um segundo julgamento em condenações superiores a 20 anos de prisão.

Foram aprovados ainda os seguintes projetos:
 
Tornozeleira - PL 1288/07, do Senado, que prevê a vigilância com uso de equipamento de rastreamento eletrônico, pulseira ou tornozeleira com chip, do condenado submetido a regime semi-aberto;
 
Seqüestro-relâmpago - PL 4025/04, do Senado, que inclui o crime de seqüestro-relâmpago no Código Penal. O texto prevê penas mais rígidas para a extorsão se for cometida com restrição da liberdade ou se resultar em lesão corporal grave ou em morte;
 
Apreensão de bens - PL 7226/06, do Senado, que permite a apreensão e a indisponibilidade de bens dos indiciados ou acusados por crimes sujeitos a pena de reclusão. O texto garante a extensão do seqüestro de bens imóveis do indiciado aos bens que tenham sido registrados em nome de terceiros. Essas matérias retornam ao Senado.
 
Menor de idade - PL 938/07, que obriga o juiz, ao fixar a pena-base de um acusado, a levar em consideração os antecedentes dele quando menor de idade, observando se o réu já cumpriu medida socioeducativa de internação quando era menor de 18 anos. A bancada do PT votou contra a matéria, porque de acordo com o deputado Luiz Couto (PT-PB) "o texto abre uma brecha para a redução da maioridade penal". A matéria segue para o Senado.
 
Celular em presídio - PL 7024/06, que altera o código penal e considera crime o ingresso de aparelhos eletrônicos em prisões sem autorização legal, incluindo o telefone celular. A matéria segue para análise do Senado.
 

Exigências legais - PL 4205/01, do Executivo, que muda o Código de Processo Penal, para aperfeiçoar as exigências legais quanto às provas apresentadas nos processos. A matéria vai à sanção presidencial.

 

 

Pacote contra impunidades prevê mais rigor para crimes sexuais


Entre as medidas aprovadas pela Câmara dos Deputados para o combate à violência no Brasil, uma das mais importantes é a proposta que altera o Código Penal e a Lei de Crimes Hediondos. De acordo com o projeto aprovado, fica ampliada a definição de estupro e esse crime será punido, também, quando for praticado contra pessoas do sexo masculino. Hoje, a lei só pune o estupro contra as mulheres.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS), relatora da matéria, considerou "uma vitória" daqueles que não querem a impunidade. "Toda a mudança do Código Penal está construída de forma a oferecer agravante no caso da vítima ser criança ou adolescente. Além disso, permite instrumentos mais claros para que aqueles que são exploradores de crianças não fiquem impunes", ressaltou.
 
Na avaliação de Maria do Rosário, as mudanças são "um avanço" no sentido de coibir a pedofilia. "A lei estará mais clara para proteger as pessoas e punir quem comete esse tipo de crime".
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