Menu Content/Inhalt
largersmallerreset
Início arrow Artigos arrow O Globo e o PAC: Como destruir o Rio
sexta, 30 de julho de 2010
27/Fev/2008
O Globo e o PAC: Como destruir o Rio Imprimir E-mail

Paulo Henrique Amorim

O PIG de São Paulo faz tudo para que se acredite que São Paulo é a “Chuíça” – tem o desenvolvimento econômico da China e o IDH da Suíça – “Chuíça”...

Isso, é claro, porque os governos do Estado e da Capital são conservadores.

No Rio, o PIG – o Globo e as Organizações (?) Globo – faz de tudo para destruir o Rio.

Porque, há muito tempo, o Rio – cidade e Estado – não tem um governante que se disponha a fazer o que o Globo e a elite branca do Rio mais querem – remover e/ou botar fogo nas favelas.

O Globo e a elite branca do Rio morrem de saudade de Carlos Lacerda.

A manchete do Globo deste domingo, dia 24, demonstra que o PAC vai “emPACar”, neologismo do Globo.

Porque a aliança Lula-Sérgio Cabral tem como prioridade urbanizar as favelas – incorporá-las aos serviços públicos da cidade do Rio.

Não é à toa que o Tuchinha, chefe do tráfico na Mangueira, foi tentar abrir negócio noutras paragens – porque começou a ficar difícil fazer esse tipo de negócio em certas favelas do Rio.

Na seção de Economia do Globo de hoje, dia 24, o titulo é "PAC enfrenta escassez".

É uma tentativa de demonstrar que o PAC é um sucesso tão grande que vão faltar trabalhadores, escavadeiras, pás, colheres, papel higiênico, fita durex, estacas, bate-estacas, caminhão pesado, fusquinhas, retro-escavadeiras, pás-escavadeiras, linotipistas, bombeiros, enfermeiros, jogadores de cricket, pizzaiolos, discos de vinyl, café solúvel, óculos escuros, biquínis, pareôs, Luiza Brunet, churrasqueiras, elevadores, mangás, tradutor de francês, mulatas do Sargentelli, telefone sem fio, fralda, pinico, tijolo, vela, lampião, água-raz, desodorante sem perfume, quibe cru, hipoglos, pé-de-moleque, pano de prato, CD da Ângela Maria com o Cauby, Coca-Cola de dieta, prancha de surf, cachaça "Espírito de Minas", iPod, vale-refeição, burro-sem-rabo, gigolô, maçaneta, dentadura, cueca samba-canção, palito, tapioca, pau, pedra, o fim do caminho, CD do Tom com a Ellis...

Quer dizer, o Globo vai reinventar o capitalismo: quando há demanda, os capitalistas do Globo se recusarão a aumentar a oferta e ganhar dinheiro – que é o que diz, em termos mais elegantes, a ministra Dilma Roussef, na mesma “reportagem”.

Texto publicado no site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim

Comentários
Adicionar novo Busca
Escrever um comentário
Nome:
E-mail:
Website:
Título:
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.
Não serão publicados comentários ofensivos