| 23/Ago/2007 | ||
| Conheça o PRONASCI – Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania |
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O Programa de Segurança Pública com cidadania (PRONASCI), desenvolvido pelo Ministério da Justiça por intermédio das suas diversas secretarias, tem como objetivo a prevenção, controle e repressão da criminalidade. O programa em tela faz uma articulação dos projetos de segurança com os projetos sociais por meio da integração entre União, estado e municípios; prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão das estratégias de ordenamento social e repressão qualificada. As ações também levarão em conta as diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública - SUSP.
• Melhorar os sistemas de segurança pública e prisional e valorizar seus profissionais;
1.1.2. Força Nacional de Segurança Pública
Criada em 2004, a Força Nacional de Segurança Pública é composta por 7,8 mil homens e mulheres de elite das polícias militares e Corpo de Bombeiros de todo o país. A Força ganhará sede própria, em Brasília. O quartel terá um contingente de 500 homens, em condições de emprego permanente, mediante solicitação dos governadores ao governo federal.
1.1.3. Polícia Rodoviária Federal
1.1.4. Vagas em presídios
O PRONASCI promoverá a modernização e a reestruturação do sistema penitenciário nacional, com a criação de vagas e aquisição de equipamentos de segurança. Até 2011, o programa deverá criar 33,4 mil novas vagas para homens e 4,4 mil para mulheres. A reforma e construção de novas unidades atenderão às 11 regiões metropolitanas inicialmente atendidas pelo Programa. Os estabelecimentos penais femininos receberão atenção especial, com a criação de áreas destinadas a mães de recém-nascidos.
1.1.5. Lei Orgânica das Polícias Civis
O PRONASCI atenderá a uma das principais reivindicações das polícias civis: a criação da Lei Orgânica da corporação. A legislação vai unificar a estrutura, funções e procedimentos das polícias civis de todo o país, promover a padronização da corporação, além de integrar e aprimorar o trabalho desenvolvido pelos seus servidores.
1.1.6. Regulamentação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp)
O PRONASCI irá regulamentar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), já pactuado entre estados e União, mas ainda não instituído por lei. Seu objetivo é articular as ações federais, estaduais e municipais na área da segurança pública e da Justiça Criminal.
1.1.7. Lei Maria da Penha / Proteção à mulher
A Lei Maria da Penha, sancionada em agosto do ano passado, ganhará mais força no PRONASCI. Serão construídos centros de educação e reabilitação para os agressores. Vão ser erguidos 53 centros nas 11 regiões metropolitanas atendidas pelo Programa.
1.1.8. Escola Superior da Polícia Federal
O Ministério da Justiça implantará a Escola Superior da Polícia Federal, que servirá como espaço para estudos e pesquisas em segurança pública e para capacitação de policiais de outras corporações e estrangeiros. Está prevista a construção de três blocos administrativos e dois para alojamento (para 40 a 50 pessoas), além da reforma do Teatro de Arena. A Escola Superior ficará na Academia da PF, em Brasília.
1.1.9. Campanha de desarmamento
O PRONASCI realizará uma Campanha Nacional de Desarmamento, com publicação de material informativo sobre o assunto. Proprietários de armas de fogo serão incentivados a entregá-las à Polícia Federal, mediante o pagamento de indenização. A medida tem como base o artigo 31 da Lei 10.826/03, que determina que “os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão, a qualquer tempo, entregá-las à Polícia Federal, mediante recibo e indenização, nos termos do regulamento desta Lei”.
1.2. Valorização dos profissionais de segurança pública e agentes penitenciários
1.2.1. Bolsa-Formação
Para incentivar a qualificação e contribuir com a redução das disparidades existentes, o PRONASCI criará um sistema de bolsa-formação. Serão beneficiados policiais de baixa renda (militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e peritos).
1.2.2. Moradia
Policiais civis, militares e bombeiros de baixa renda terão acesso a um programa nacional de habitação, com a oferta de 19 mil unidades populares a partir de convênio com a Caixa Econômica Federal.
1.2.3. Rede de Educação à Distância
O PRONASCI prevê a ampliação e a consolidação da Rede Nacional de Educação à Distância. A iniciativa capacitará policiais civis, militares, peritos, bombeiros e agentes penitenciários em temas relacionados à área de segurança pública, como direitos humanos e cidadania, tráfico de pessoas, criminalidade e prevenção, uso moderado da força e combate à lavagem de dinheiro. A capacitação se dará por meio da criação de mais de 140 telecentros, somando-se aos 60 já existentes no país, em locais onde os policiais terão acesso ao computador e às transmissões da TV corporativa de educação em segurança pública.
1.2.4. Graduação e Mestrado
O PRONASCI pretende instituir cursos de graduação (tecnólogo) e mestrado por meio da Rede de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp). Cerca de 1,6 mil policiais militares, civis, bombeiros, peritos e guardas municipais já cursam hoje especializações que abordam temas como ética, direitos humanos, sociologia e técnica policial. A previsão é formar em quatro anos 400 tecnólogos e 260 mestres.
1.2.5. Formação dos agentes penitenciários
Implantar um novo tipo de formação acadêmica para os agentes de segurança pública do país é outro propósito do PRONASCI. Está prevista a implementação de cursos para a formação de mais de 3 mil técnicos em gestão penitenciária, por meio de convênios com universidades. Os agentes serão capacitados em temas como direitos humanos, gestão e planejamento, gerenciamento de crises, armamento, tiro e inteligência penitenciária.
1.2.6. Atendimento a grupos vulneráveis
Os profissionais da área de segurança serão formados para tratar de maneira adequada e digna mulheres, homossexuais, afro-descendentes e outras minorias. A capacitação se dará por meio de cursos para policiais estaduais, bombeiros, agentes penitenciários e guardas municipais. Além do Ministério da Justiça, a iniciativa envolverá as secretarias especiais de Direitos Humanos, de Promoção da Igualdade Racial e de Políticas para as Mulheres.
1.2.7. Jornadas de Direitos Humanos
O governo federal busca um novo tipo de policiamento, mais eficiente e cidadão, comprometido com a promoção dos direitos humanos. Para alcançar esse objetivo, serão desenvolvidos seminários, simpósios e jornadas para a capacitação de aproximadamente 11 mil profissionais nas 11 regiões atendidas pelo PRONASCI. Serão firmadas ainda parcerias com as secretarias estaduais e municipais de segurança pública e guardas municipais para a difusão de temas como mediação de conflitos, mobilização comunitária e técnicas policiais.
1.2.8. Tecnologias não-letais
Um dos pilares do conceito de segurança cidadã é o emprego de tecnologias não-letais no combate ao crime, garantindo a integridade física dos cidadãos e do próprio policial. Dentre os armamentos não-letais, cujo uso já é recomendado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), estão as pistolas que paralisam o agressor, sem causar danos à saúde.
1.2.9. Comando de Incidentes
Todas as 11 regiões metropolitanas do PRONASCI contarão com o Sistema de Comando de Incidentes (SCI) - um modelo de gerenciamento para situações de emergência que tem como objetivo estabilizar a situação e proteger a vida e o meio ambiente. O sistema engloba ações de comando, planejamento, logística e finanças. Serão realizados cursos sobre o SCI, formando 1.320 profissionais de segurança pública na gestão do sistema.
1.2.10. Inteligência
A unificação dos sistemas de inteligência é considerada fundamental para uma melhor efetividade da polícia brasileira – com ênfase nas ações de identificação, aplicação e produção do conhecimento e contra-inteligência. O Pronasci promoverá cursos para a qualificação de 1.080 profissionais.
1.2.11.Investigação de crimes
1.2.12. Guardas Municipais
O fortalecimento das guardas municipais é fundamental para o sucesso do PRONASCI. Presentes no dia-a-dia da comunidade, elas terão a missão de difundir o conceito de segurança cidadã para a população com base em práticas preventivas. Serão promovidas ações de educação qualificada e continuada, como cursos, seminários e oficinas de capacitação. Ainda está previsto o desenvolvimento de novas metodologias e técnicas que visem à otimização de suas atividades. Cerca de 1,2 mil guardas municipais serão capacitados nos próximos quatro anos.
1.2.13. Policiamento comunitário
A instituição do policiamento comunitário é imprescindível ao PRONASCI. Trata-se de um conceito de segurança pública que se baseia na interação constante entre a corporação policial e a população. Os policiais comunitários acompanharão sempre a mesma região e serão capacitados em temas como direitos humanos, ética e cidadania – construindo, assim, uma relação de confiança com a população. No PRONASCI, o policiamento comunitário será agregado em núcleos.
1.3. Enfrentamento à corrupção policial e ao crime organizado
1.3.1. Laboratórios contra lavagem de dinheiro
1.3.2. Ouvidorias e corregedorias
Uma das prioridades do PRONASCI é o combate à corrupção e à violência policial. O fortalecimento das ouvidorias vai contribuir para o cumprimento desse objetivo. O PRONASCI defende ouvidorias independentes e autônomas como canal de controle social e aprimoramento das corporações. Criadas por lei estadual, elas funcionarão como espaço de recebimento, análise e encaminhamento das legítimas demandas da população. Além de aproximar a corporação do cidadão, as ouvidorias contribuirão para a instauração de confiança no trabalho policial e mais efetividade no combate ao crime.
1.3.3. Tráfico de Pessoas
Serão criados planos bianuais para o combate ao tráfico de pessoas por meio de parcerias entre o Ministério da Justiça e outros órgãos que tenham afinidade com o tema. Para fortalecer a ação conjunta entre governo e sociedade civil, serão instalados 10 núcleos multisetoriais de prevenção e atendimento às vítimas. Os postos funcionarão em aeroportos, portos e rodovias. As ações gerais devem atingir cerca de dois milhões de pessoas (entre familiares, potenciais vítimas e amigos). As ações específicas, voltadas para as vítimas do tráfico, atingirão cerca de duas mil pessoas.
A execução do programa se dará por meio de mobilizações comunitárias e policiais. O instrumento de articulação entre polícia e sociedade será o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM). Os GGIM articularão junto aos órgãos competentes ações integradas de combate à violência e darão condições para o trabalho de equipes multidisciplinares do PRONASCI, que serão compostas de assistentes sociais, psicólogos, educadores, pedagogos.
1.3.5. Conselhos Comunitários de Segurança Pública
Com foco na convivência democrática entre a população e as autoridades, serão instalados 132 conselhos comunitários de segurança – espaços para articulação da comunidade com a polícia. Por meio dos conselhos, moradores terão a oportunidade de debater com representantes das polícias suas principais demandas e necessidades.
1.3.6. Canal Comunidade
A população contará com ações sensibilizadoras sobre os direitos dos consumidores - especificamente em relação aos serviços essenciais. Serão instituídos mecanismos para garantir o acesso das comunidades ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC). O objetivo é fazer com que as pessoas, conscientes de seu papel como cidadãos, possam exigir seus direitos. Possibilitar o acesso aos direitos do consumidor é uma das formas de contribuir para a diminuição da violência.
2. PROGRAMAS LOCAIS
2.1. Integração do Jovem e da Família
2.1.2. Mães da Paz
Em comunidades dominadas pelo tráfico e pela violência, um dos projetos desenvolvidos será o Mães da Paz, que capacitará lideranças femininas para se aproximar de jovens em situação de risco infracional ou criminal e encaminhá-los aos programas sociais e educacionais do Pronasci, como o Protejo e Reservista-Cidadão, entre outros. As lideranças serão identificadas em cada comunidade por assistentes sociais ligados ao PRONASCI.
2.1.3. Saúde da Família
O Programa Saúde da Família (PSF) será implantado e ampliado nas 11 regiões indicadas pelo PRONASCI. O Ministério da Saúde incluirá no PSF jovens de comunidades carentes capacitados pelo PRONASCI. Após a qualificação, estes jovens atuarão como agentes comunitários e farão a ligação da sua comunidade com o Programa.
2.1.4. Formação do preso
Diversos projetos educacionais já em execução pelo governo federal serão implantados dentro das penitenciárias brasileiras. Um deles é o Brasil Alfabetizado, do Ministério da Educação. A meta é promover a alfabetização de seis mil jovens presos que não tiveram a oportunidade de escolarização ou abandonaram a escola precocemente.
2.1.5. Pintando a Liberdade e Pintando a Cidadania
Os programas Pintando a Liberdade, voltado para os presos, e Pintando a Cidadania, que tem foco nas famílias dos apenados, são projetos articulados pelo Ministério do Esporte. Os presos aprendem a fabricar materiais esportivos, como bolas de futebol e redes de basquete, além de técnicas de serigrafia e impressão de materiais diversos. Os produtos têm como destino as escolas públicas do país. Além de receberem uma bolsa, a participação do preso no projeto contribui para remição de um dia de pena para cada três dias trabalhados.
2.1.6. Urbanização
Em parceria com o Ministério das Cidades, serão recuperados espaços urbanos e áreas degradadas em comunidades carentes. Investimentos já previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) contribuirão para a melhoria da infra-estrutura: preservação ambiental, erradicação de palafitas e ampliação de sistema de abastecimento de água. O Programa aproveitará medidas já desenvolvidas por atividades como o Programa Habitar Brasil, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), presente em algumas regiões do país.
2.1.7. Projetos educacionais
Dentre os projetos do Ministério da Educação voltados para os jovens de comunidades atendidas pelo PRONASCI estão o Brasil Alfabetizado, Programa de Educação Profissional para Jovens e Adultos (Proeja) e cursos preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
2.1.8. Atividades culturais
Em conjunto com o Ministério da Cultura, o PRONASCI também vai incentivar a disseminação de atividades culturais nas comunidades atendidas pelo Programa. Uma das ações, por exemplo, é a revitalização de bibliotecas municipais. Pelo menos 23 unidades passarão por melhorias. Além de contribuir para a modernização do acervo, elas também serão equipadas com kits multimídia - equipamentos digitais e audiovisuais.
225 mil policiais civis, militares e agentes penitenciários de baixa renda
3.1.3. Habitação
17 mil policiais de baixa renda via Caixa Econômica Federal (CEF); 13 mil via imóveis a serem retomados pela CEF; cerca de 20 mil através de cartas de crédito de R$ 30 a R$ 50 mil para policiais de renda média
3.1.4. Jovens
425 mil jovens entre 18 e 29 anos serão atingidos pelas diversas ações do Pronasci, incluindo 63 mil reservistas
3.1.5. Sistema prisional
33.040 vagas novas para homens e 4.400 para mulheres (com atendimento educacional, profissionalizante e de cidadania)
4. METAS
• Beneficiar, direta ou indiretamente, 3,5 milhões de pessoas entre profissionais de segurança pública, jovens e suas famílias
5.1. Proposições em tramitação do Congresso Nacional elencadas pelo PRONASCI como prioritárias para o sucesso do plano
As proposições aqui relacionadas, já em tramitação no Congresso Nacional, contribuirão para aperfeiçoar a legislação vigente, abrindo caminho para a efetiva implementação do PRONASCI.
PL 4203/2001 (Júri): Modificação no sistema processual do Júri. A primeira fase será concluída no prazo máximo de 90 dias. Fim do libelo crime acusatório, a acusação será fundamentada na decisão de pronúncia diretamente e, naquilo que for admitida, na denúncia oferecida pelo Ministério Público. Réu que responde em liberdade, devidamente intimado, que não comparece à audiência será julgado, sem haver adiamento da sessão. Simplificação dos quesitos para os jurados e, consequentemente, diminuição do campo para anulações. Recurso conhecido como Protesto por Novo Júri extinto. Situação: Já aprovado pela Câmara dos Deputados e remetido ao SF em 26.03.2001.
PL 4208/2001 (Medidas Cautelares): Modificação e criação das medidas cautelares processuais penais. A prisão preventiva somente será adotada quando as demais medidas acautelatórias se mostrarem ineficazes, em consonância com o sistema de penas alternativas. São criadas, entre outras medidas cautelares, as prisões processuais domésticas para gestantes em final de gravidez e maiores de 80 anos. Revitalização da fiança que poderá chegar a 20.000 (vinte mi]) salários mínimos, hoje R$ 7,6 milhões, de acordo com a natureza do delito e condição econômica do réu. Criação do Cadastro Nacional de Mandados de Prisão permitindo que a autoridade policial cumpra a ordem judicial emitida fora da competência territorial do juiz deprecado, dificultando a fuga daquele que tem contra si um mandado de prisão emitido por juiz competente. Situação: aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados desde 10/07/2007.
PL 4205/2001 (Provas) : Regulamentação da proibição do uso de provas ilícitas, coibindo práticas infracionais pelo próprio Estado e assegurando direitos e garantias individuais de todos. Também as provas ilícitas por derivação não poderão ser utilizadas, ressalvados os caso em que não há necessária correlação de causa e efeito entre a prova ilícita e a derivada ou, ainda, quando esta puder ser obtida por uma fonte independente das primeiras. O Juiz que conhecer da prova reconhecida como ilícita fica impedido de proferir sentença. Inquirição direta das testemunhas, ganhando-se significativa agilidade e, consequentemente, menor duração das audiências. Vítima informada de todos os atos processuais relativos ao ingresso e à saída do acusado da prisão. Situação: Aprovado na Câmara e remetido ao SF em 29/05/2007.
PL 4207/2001 (Procedimentos): Busca trazer agilidade nos procedimentos judiciais. Citação por edital do réu que se esconde do oficial de justiça. Possibilidade de absolvição sumária do réu quando o juiz ‘verificar que há manifesta causa de exclusão de ilicitude. culpabilidade, tipicidade ou extinta a punibilidade. Audiência única de instrução e julgamento que deverá ser realizada no prazo máximo de 60 dias. Situação: Aprovado na Câmara e remetido ao SF em 23/05/2007.
PLS 209/2003 (Lavagem de Dinheiro): Revoga a necessidade de crimes antecedentes para tipificar o crime de lavagem de dinheiro, tipificando-o especificamente. Situação: Encontra-se no plenário do Senado para deliberação. Segue à Câmara.
Além dos referido projetos já em tramitação no Congresso Nacional, o Ministério da Justiça encaminhará oito novas proposições, cuja aprovação será fundamental para o sucesso de diversas ações previstas no PRONASCI
Medida Provisória n.º 384, de 20 de agosto de 2007 Disciplina a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública nos termos do § 7o do art. 144 da Constituição Federal, institui o Sistema Único de Segurança Pública-SUSP, dispõe sobre a Segurança Cidadã e dá outras providências.
Decreto n.º , de de , 2007. Altera o Decreto n.º 5.289, de 29 de novembro de 2004 (criação da Força Nacional de Segurança), assegurando contingente permanente mínimo de quinhentos homens da Força de Segurança Nacional treinados para emprego imediato.
Anteprojeto de Lei n.º , 2007. (Programa Bolsa-Formação): Institui o programa bolsa-formação, destinado à qualificação profissional dos membros das polícias militares e civis, dos corpos de bombeiros, dos agentes penitenciários e dos peritos de baixa renda.
Anteprojeto de Lei n.º , 2007. (recursos do FNSP): Altera a Lei 10.201, de 13 de fevereiro de 2001. Objetiva possibilitar melhor aplicação dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, proporcionado, outrossim, maior qualidade dos serviços dessa área. O projeto ainda dispõe que o repasse dos valores do FNSP está também sujeito a outros requisitos, que visam a compatibilizar a aplicação dos recursos com a política de segurança do Governo Federal, de modo a possibilitar a excelência dos serviços de segurança pública.
Anteprojeto de Lei n.º ,2007. (institui o PRONASCI):Fica instituído o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – PRONASCI, pela União Federal, em regime de colaboração com Estados, Distrito Federal e municípios e a participação das famílias e da comunidade, mediante programas e ações de assistência técnica e financeira, visando a mobilização social pela melhoria da segurança pública.
PEC n.º de de ,2007. Dispõe reserva de percentual de vagas nas polícias militares para licenciados que prestaram o Serviço Militar inicial, na forma da legislação estadual.
Anteprojeto de Lei n.º ,2007. Altera dispositivos da Lei 7.210/2007, de 11 de julho de 1984 – Lei de Execução Penal, para prever remição da pena pelo estudo.
Obs.: As proposições aqui elencadas foram sugeridas pelo Ministério da Justiça, estão em forma de minuta e podem eventualmente sofrer alterações quando do envio pelo Governo a esta casa.
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