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sexta, 03 de setembro de 2010
16/05/2005 - Discurso no lançamento da revista de prestação de contas do mandato como presidente da Câmara Imprimir E-mail
Pronunciamento do Lançamento da revista de Prestação de Contas de seu mandato como presidente da Câmara dos Deputados no biênio 2003/2004, em São Paulo

“Gostaria de agradecer a todos vocês que vieram de diversas partes do Estado para participarem desta atividade. Fico satisfeito e contente em contar com a presença de todos vocês. Essa iniciativa surgiu como sugestão de vários amigos. Fizemos a revista com muito sacrifício e espero que todos possam, a partir da revista, conhecer melhor o trabalho que foi feito.

Presidir a Câmara com 512 deputados e deputadas é uma experiência muito rica. Nenhum homem ou mulher, depois de exercer este cargo é o mesmo, por que você conta com pessoas vindas de 27 Estados diferentes, 15 partidos políticos, cada um pensando de um jeito e conseguir administrar com previsibilidade e planejamento é uma tarefa muito difícil. Mas eu terminei o mandato com a consciência absolutamente tranqüila.

Posso dizer que estabeleci com muitos companheiros da Câmara dos Deputados e de diversos partidos uma relação respeitosa que, apesar das diferenças, colocava nossos debates de forma muito grandiosa. E acima de tudo, a relação que eu estabeleci com o presidente da República me oferece tranqüilidade de consciência de que fizemos tudo o que foi possível para o Brasil mudar. E é inegável que em dois anos e quatro meses o Brasil mudou, só não vê quem não quer. Afinal, do ponto de vista econômico, social, internacional, o Brasil é um outro país, mas acima de tudo está a mudança cultural. De alguém que vem do meio do povo, que bateu cartão por muitos anos, que pegou o trem lotado, que sabe o que são as dificuldades da vida e quando eu falo isso do presidente da Republica, eu também me vejo, porque eu também trabalhei bastante. Minha mãe trabalhava como empregada doméstica. Com 12 para 13 anos, eu pegava o trem em Quitaúna 20 para as 7 da manhã. Enquanto minha mãe trabalhava como doméstica, eu ficava enchendo os vidrinhos com detergente. Depois de um dia todo de trabalho, chegava em casa à noite, tomava banho e ia para escola. Quem vive este tipo de experiência não pode perder o compromisso com as pessoas mais pobres, com o povo mais simples.

Não é fácil mudar o país, é muito difícil mudar a 12ª economia, que cresceu, mas que deixou grande parte do povo sem condições mínimas de ser considerado cidadão (...).


João Paulo Cunha (PT-SP)
Deputado Federal

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